O prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso (MDB), foi afastado do cargo pela Justiça Eleitoral do Espírito Santo após investigações sobre possíveis práticas de coação eleitoral. A Polícia Federal (PF) está apurando se funcionários públicos da cidade foram forçados a votar em um candidato específico durante as eleições deste ano, conforme revelado em um vídeo que circulou nas redes sociais.
Investigação e operação da Polícia Federal
A operação, denominada “1932”, resultou na execução de dois mandados de busca e apreensão e uma busca pessoal na residência do prefeito. Durante as ações, foram coletados materiais de campanha que serão analisados pela PF. A investigação se concentra na utilização de recursos públicos para fins eleitorais, o que é proibido pela legislação vigente.
Conteúdo do vídeo controverso
No vídeo, publicado em 10 de outubro, Lastênio Cardoso faz um alerta sobre as consequências de uma possível derrota do governador Ricardo Ferraço, candidato à reeleição. Ele menciona que, caso Ferraço não vença, “a prefeitura vai ter que demitir, talvez, umas 700 pessoas”. A declaração gerou polêmica e levantou suspeitas sobre a intenção de coação aos servidores.
Consequências para a administração local
Além da ameaça de demissões, o prefeito insinuou que a derrota de Ferraço teria impacto nas obras e no transporte escolar em Baixo Guandu. Essa relação entre a política e a administração local é um dos pontos que a Justiça Eleitoral está investigando, uma vez que pode caracterizar abuso de poder e uso indevido da máquina pública para fins eleitorais.
Afastamento e repercussão
Com a autorização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Espírito Santo, Lastênio foi afastado de suas funções e está proibido de frequentar as dependências da prefeitura. O vídeo que causou a controvérsia foi removido das redes sociais poucas horas após a sua publicação. A PF também investiga se um evento público organizado por Cardoso foi utilizado para promover sua candidatura ou a de aliados.
O processo de investigação permanece em sigilo, e as práticas apuradas podem se enquadrar nos crimes de coação eleitoral praticada por servidor público, além da utilização de serviços públicos para benefício político, conforme estabelecido pelo Código Eleitoral. Até o momento, o prefeito não se manifestou oficialmente sobre as acusações, mas promete abordar o assunto em breve.








