Na tarde desta segunda-feira (19), um homem apontado como o líder do Comando Vermelho (CV) no Sul da Bahia foi detido em Mimoso do Sul, no Espírito Santo, após um intenso confronto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Idário Silva Dias, de 39 anos, estava em fuga em direção ao Rio de Janeiro quando foi localizado.
Troca de tiros e captura
Idário, conhecido como “Darinho” ou “Cavaco”, estava em um Chevrolet Onix prata acompanhado de outros dois homens. A abordagem ocorreu na BR-101, mas os ocupantes reagiram disparando contra as autoridades. Durante a ação, os policiais conseguiram prender Uatson Alves da Silva, de 26 anos, e Herdando Baião Lira, de 43 anos.
Após a troca de tiros, Idário se refugiou em uma área de mata, mas foi encontrado após aproximadamente três horas de busca. Ele estava armado e apresentava ferimentos, provavelmente decorrentes do confronto, sendo imediatamente levado ao hospital de Mimoso do Sul.
Participação de várias forças de segurança
A operação que culminou na prisão de Idário contou com o apoio da Polícia Militar do Espírito Santo e um helicóptero do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer). Durante as investigações, armas de fogo e explosivos caseiros foram descobertos no veículo utilizado pelo grupo. Esses artefatos foram detidos e detonados por uma equipe do Batalhão de Missões Especiais (BME).
Os dois homens detidos junto a Idário foram levados à Delegacia da Polícia Civil em Cachoeiro de Itapemirim, onde a ocorrência ainda estava em andamento até o início da noite.
Histórico criminal de Idário
Idário Silva Dias é um dos 16 fugitivos do Conjunto Penal de Eunápolis, na Bahia, onde escapou em 12 de dezembro de 2024. Ele é suspeito de envolvimento em uma série de homicídios nos municípios de Eunápolis, Itabela e Porto Seguro. As investigações o ligam a sequestros, torturas e execuções, incluindo casos de adolescentes e um casal brutalmente assassinados.
Além disso, Idário também é investigado por outros crimes graves, como desaparecimentos e tentativas de homicídio. Em um dos confrontos, uma criança foi fatalmente atingida, e outra de cinco anos ficou ferida.
Conforme informações da PRF, Idário tinha dois mandados de prisão em aberto e respondia a diversas acusações, incluindo homicídio, envolvimento em organização criminosa, sequestro, tortura, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Ele era considerado um alvo prioritário nas operações de combate ao crime organizado no extremo Sul da Bahia.








