Durante um ato de campanha em Porto Alegre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou sua preocupação com o crescimento da direita no Rio Grande do Sul, enfatizando que o estado não pode perder sua essência progressista. “Esse estado, que eu tive o prazer de visitar em 1975, com a orientação de que eu vinha a Porto Alegre conhecer o estado mais progressista desse país. Lamentavelmente, teve um tempo em que a direita ganhou espaço nesse estado”, declarou Lula.
Histórico de resistência O presidente lembrou o papel fundamental do Rio Grande do Sul na luta contra a ditadura militar instaurada em 1964, destacando sua tradição de resistência. Em meio a aplausos e gritos de apoio do público, Lula ressaltou que a história do estado não permite que ele se torne um bastião da direita. “Esse estado, pela sua história, pela sua tradição, não pode ter o direito de ser um estado com predominância de direita. Esse estado é um símbolo da resistência brasileira, é um símbolo da resistência contra a ditadura militar”, afirmou.
Críticas a adversários O discurso também incluiu críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na corrida presidencial. O presidente voltou a exigir a abertura do sigilo bancário e telefônico do senador e de sua família, buscando transparência nas questões financeiras. “É triste, mas é verdade. Um presidente ficar do lado de um miliciano, ouvindo mentira, mentira e mais mentira. Hoje, eu assinei uma procuração e amanhã eu vou entregar no TSE, exigindo que o Flávio Bolsonaro e a sua família abram o seu sigilo bancário e telefônico para que a gente possa saber quem é ladrão nesse país”, cobrou o presidente.
Reflexões sobre a política atual Lula encerrou seu pronunciamento reforçando a importância da mobilização popular em defesa dos valores democráticos, lembrando que o Rio Grande do Sul deve continuar a ser um exemplo de luta pela justiça social e resistência política. A mensagem foi clara: o futuro do estado deve estar alinhado com seus ideais progressistas e democráticos, e não com uma predominância da direita.








