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Foragido por morte de jovem no Acre é preso na Argentina

Criminoso tem histórico de homicídio contra gestante e não será extraditado para o Brasil.

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Caso Maria Ramona: Suspeito de feminicídio é capturado na Argentina após quase 2 meses foragido

O argentino Daniel Nestor Gusman, de 40 anos, apontado como principal suspeito de assassinar a jovem Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, foi capturado em território argentino após quase dois meses de fuga. A prisão ocorreu em um terminal rodoviário situado na cidade de Presidencia Roque Sáenz Peña, na província de Chaco.

H2 Fuga, cooperação internacional e cumprimento de pena O investigado fugiu do Brasil logo após o assassinato, ocorrido no dia 2 de setembro no bairro Conquista, em Rio Branco, capital do Acre. A localização do suspeito no dia 9 de outubro foi possível graças a uma ação conjunta que envolveu a cooperação internacional, a Polícia Federal e as forças de segurança da Argentina, além de uma difusão vermelha da Interpol emitida em 24 de setembro. Conforme esclarecimentos da Polícia Civil, por ser de nacionalidade argentina, o homem não passará por extradição e cumprirá a pena no próprio país onde foi detido.

H2 Motivação e histórico criminal do suspeito De acordo com as apurações policiais, Daniel Gusman e Maria Ramona mantinham um relacionamento amoroso, e a principal linha de investigação aponta o ciúme como o móvel do crime. No dia do homicídio, o foragido rompeu a tornozeleira eletrônica que utilizava.

O histórico do suspeito revela outro crime brutal: em julho de 2018, em Boa Vista, Roraima, ele assassinou a esposa venezuelana Betzabeth Miguelina Adam Daza, de 23 anos, que estava grávida de seis meses. Na época, tentou escapar para o Peru pela fronteira em Assis Brasil, mas foi interceptado pela Polícia Federal. Em 2022, o Tribunal de Justiça de Roraima o condenou a 24 anos de reclusão em regime fechado.

H2 Dinâmica do crime e repercussão O corpo da vítima foi localizado no interior de sacos plásticos e no banheiro de sua residência na Rua Vitória, apresentando um corte profundo no pescoço. Os policiais militares chegaram ao local após vizinhos relatarem um forte odor vindo do apartamento. A estimativa pericial indica que o feminicídio aconteceu entre os dias 30 e 31 de agosto, período em que a jovem foi morta sobre a cama.

A tragédia gerou forte abalo na comunidade escolar onde Ramona cursava a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no turno noturno. Uma semana após o ocorrido, estudantes e professores da Escola João Batista Aguiar realizaram uma caminhada de protesto contra a violência de gênero no estado.

O caso entrou para as estatísticas oficiais de violência contra a mulher, figurando entre os registros de feminicídio contabilizados no estado ao longo do período.

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