O presidente da CIP apontou baterias contra a “minoria ruidosa” nos atos públicos recentes sobre habitação em Lisboa e no Porto. Para o dirigente, a manifestação popular não solta os nós estruturais da economia portuguesa.
Posição da CIP sobre a habitação
O líder patronal argumentou que o caminho para mitigar a crise reside na expansão da economia nacional e na geração de valor agregado.
“A rua não resolve, a rua não aproxima. Isso aconteceu na altura do Código do Trabalho, está a acontecer agora na lei de rendas”, criticou Armindo Monteiro, em declarações aos jornalistas após uma reunião com a presidente da IL, Mariana Leitão, na sede da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), em Lisboa.
A entidade contrapôs os manifestantes a uma “maioria silenciosa” focada na produção e no trabalho diário, ressalvando contudo que é preciso “ter respeito por quem ousou, quem teve a coragem de dormir na rua em protesto”, mas sublinhando que a via correta é a cooperação.
Conflitualidade e novas concentrações
Durante o encontro na capital, o responsável advertiu sobre as consequências de instigar tensões sociais com o objetivo de obter ganhos eleitorais de curto prazo.
“Às vezes para a caça ao voto nós estamos a instigar e estamos a mexer com pólvora, enquanto sociedade nós devemos pactuar para ter uma sociedade de construção e não uma sociedade de destruição […]. Estes fenómenos que se imitam, às vezes por um ‘like’ [aprovação nas redes sociais] e às vezes por um voto, é preciso termos ideia do que é que nós estamos realmente a pôr em causa”, alertou.
Enquanto decorrem os debates sobre as políticas de habitação e o custo de vida, o movimento responsável pelos protestos marcou uma nova concentração para as 19h na Praça D. João I, no Porto, na sequência da desmobilização das tendas pelas autoridades policiais.








