O Rio Grande do Norte enfrenta um cenário preocupante com o avanço das chamas em áreas de mata. Dados do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) revelam que, nos primeiros nove meses de 2026, o estado contabilizou 1.863 ocorrências de incêndios em vegetação, um crescimento expressivo de 21,4% se comparado aos 1.534 registros do mesmo intervalo em 2025.
Reforço no combate às chamas
Para conter o avanço do fogo, o CBMRN adotou medidas emergenciais de logística e pessoal. O planejamento estratégico envolve a distribuição de novos veículos e a convocação de equipes adicionais, utilizando diárias operacionais para garantir a cobertura em diversas áreas do território potiguar.
O coronel Marcos Miranda, diretor do Comando Regional 1, explicou que a estratégia foca em otimizar o tempo de atendimento. Segundo o oficial: “Já reforçamos os quartéis com novas viaturas e equipes extras por meio de diárias operacionais, buscando ampliar nossa capacidade de resposta e atender à demanda crescente de incêndios em vegetação. No entanto, a prevenção é fundamental, e precisamos da colaboração de toda a população para evitar que esses incêndios aconteçam”.
Riscos à saúde e ao meio ambiente
A corporação destaca que a maioria desses incidentes decorre de ações humanas, como a queima de lixo doméstico e a tentativa de limpar terrenos utilizando o fogo. Essas práticas irresponsáveis não apenas destroem a fauna e a flora, mas também oferecem riscos diretos a residências e à integridade física de moradores.
Além da ameaça imediata das chamas, a fumaça resultante dos focos de incêndio traz sérias consequências, como a redução da visibilidade em estradas e o agravamento de problemas respiratórios na população local.
Como prevenir e acionar ajuda
A recomendação oficial é clara: é proibido usar fogo para eliminar resíduos ou realizar a limpeza de terrenos. Outro ponto crítico é o descarte de bitucas de cigarro, que podem iniciar focos de incêndio facilmente em vegetação seca.
Em qualquer situação de risco, a orientação é manter uma distância segura das chamas e entrar em contato imediato com o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. A colaboração da sociedade é apontada como a ferramenta mais eficaz para frear o aumento das estatísticas.







