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Falhas no PHP levam tribunais no Brasil e Anatel a suspender sistemas; governo emite alerta

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Falhas no PHP levam tribunais no Brasil e Anatel a suspender sistemas; governo emite alerta

O que é PHP e a falha grave de segurança detectada por IA que tirou sites do ar
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e tribunais suspenderam, por precaução, o uso do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), plataforma de processos administrativos, após a identificação de duas falhas graves de segurança no PHP.
🔎 O PHP é uma das linguagens de programação mais populares para criar sites. O software de mesmo nome, gratuito e de código aberto, interpreta e executa o código escrito nessa linguagem. A tecnologia é usada em serviços como Facebook, Wikipedia e WordPress, além do Moodle, utilizado por instituições de ensino, e do Magento, voltado à criação de lojas virtuais.
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As falhas podem permitir que invasores assumam o controle dos servidores que mantêm os sites funcionando, sem precisar de login ou senha. Já há uma atualização disponível para corrigir o problema, que foi descoberto graças à IA. (Saiba mais abaixo).
“Rankings públicos ainda apontam o PHP como a linguagem usada em cerca de 70% dos sites. Com a descoberta dessa vulnerabilidade, os sites que não forem atualizados rapidamente poderão ser invadidos”, diz Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks e especialista em telecomunicações.
O governo brasileiro emitiu um alerta para que órgãos públicos atualizem imediatamente o software. O aviso foi divulgado na quarta-feira (21) pelo Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital (CISC).
Ao g1, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) disse que “alertou os gestores de Tecnologia da Informação da Administração Pública Federal para que atualizem imediatamente seus sistemas”.
“Essa situação foi prontamente comunicada a todas as unidades de tecnologia do governo federal para retirar temporariamente do ar todos os sistemas desenvolvidos em PHP”, afirmou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Até o momento, não há relatos de grandes impactos no Brasil, segundo especialistas consultados pelo g1.
Suspensão do sistema SEI no Brasil
Prédio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região
João Victor Teixeira/G1RS
A Anatel suspendeu temporariamente o acesso externo ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e a outros serviços da agência na internet. Segundo eles, a medida é preventiva e busca proteger seus sistemas e informações enquanto são feitas avaliações técnicas.
🔎 O Sistema Eletrônico de Informações (SEI) é uma plataforma usada por órgãos e entidades públicas para criar, organizar e acompanhar documentos e processos administrativos em formato digital.
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmaram a suspensão do acesso externo ao SEI.
“A medida tem caráter preventivo e visa resguardar a segurança do sistema e a integridade das informações institucionais”, afirmou o TRF1. “No momento, não há previsão para o restabelecimento do acesso externo ao SEI”.
O Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) também disse ter suspendido o acesso ao sistema de processo judicial eletrônico e ao SEI pelo mesmo motivo.
O g1 procurou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se as falhas também afetam seus sistemas e se há possíveis impactos nas eleições deste ano e aguarda resposta.
Sites retirados do ar em outros países
Agências governamentais e empresas de diferentes países também tiraram sites do ar na quarta após a descoberta das falhas. A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) pediu que as organizações corrigissem os problemas imediatamente ou desligassem os sistemas vulneráveis.
Na França, sites de administrações locais, incluindo o da Prefeitura de Polícia de Paris, ficaram inacessíveis a partir da tarde de quarta-feira, a pedido da Agência Nacional de Cibersegurança francesa. Segundo o Ministério do Interior, a medida foi tomada após a “detecção de uma vulnerabilidade crítica de segurança”.
As falhas foram reportadas inicialmente em agosto deste ano pela empresa de segurança Calif e pela OpenAI, dona do ChatGPT, que as identificaram de forma independente no mesmo dia. Depois, a Wiz, empresa de segurança na nuvem, informou ter encontrado outras formas de explorar as vulnerabilidades.
“Essas descobertas estão entre as vulnerabilidades mais graves descobertas no PHP e, possivelmente, na história do software”, afirmou a Wiz na quarta-feira (21).
A Wiz afirmou ter usado os modelos de IA Gemini 4 Argon, do Google, e GPT-5.6 Sol, da OpenAI, na identificação das vulnerabilidades no PHP.
“Por mais de uma década, essas vulnerabilidades críticas permaneceram sem resposta porque a descoberta e exploração de vulnerabilidades eram incrivelmente complexas [sem o uso da IA]”, disse a Wiz.
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