O Conselho Deliberativo do Guarani deu luz verde ao parecer favorável que recomenda a proposta do empresário Roberto Graziano para a compra de 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube campineiro.
Próximas etapas da negociação
A manifestação favorável ocorreu durante reunião realizada na última quinta-feira e registrou apenas quatro votos contrários e uma abstenção. Contudo, o aval do conselho não sacramenta a venda de maneira definitiva.
O documento atualizado seguirá para a avaliação do administrador judicial, uma vez que o clube passa por um processo de Recuperação Judicial. Na sequência, a pauta será levada à Assembleia de Sócios, cuja votação decisiva está agendada para o dia 19 de novembro.
Ajustes contratuais e exigências
A minuta revisada preserva a base comercial apresentada inicialmente, mas incorpora modificações jurídicas exigidas pelos envolvidos durante as tratativas. As alterações incluem exigências mais rigorosas para a entrega do estádio, do centro de treinamento e das dependências sociais.
Além disso, o documento traz uma trava contratual que proíbe a alienação da empresa compradora antes da efetivação de todas as obrigações estipuladas.
Questões tributárias e prazos
Antes do encontro do conselho, membros do grupo deliberativo destacaram a urgência de correções na parte legal da minuta, principalmente no que diz respeito aos débitos tributários. Embora o plano determine que o investidor absorva as dívidas fiscais, o texto inicial afirmava incorretamente que o clube estava adimplente com tais obrigações.
A adequação da redação teve como objetivo evitar ambiguidades e resguardar a instituição de futuros impasses jurídicos.
O projeto estipula um horizonte de até 40 anos para o aporte dos recursos financeiros. Com a conclusão da transição, a administração da equipe de futebol passará integralmente para a nova estrutura empresarial, ao passo que a associação civil reterá os 10% restantes.








