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Vigilante cobra horas extras após recusar chácara milionária

Trabalhador invalidou regime 12×36 na Justiça e movimento gerou nova garantia judicial e bloqueio de contas.

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Vigilante que recusou chácara de R$ 2,68 milhões como garantia de dívida trabalhista iniciou ação pedindo pagamento de horas extras

O vigilante que recusou uma chácara avaliada em R$ 2,68 milhões, oferecida como garantia de uma dívida trabalhista de cerca de R$ 730 mil, moveu uma ação contra a empresa Dimivig Vigilância e Segurança Patrimonial Ltda. para cobrar horas extras não quitadas. O trabalhador superava o limite de 12 horas estipulado na escala de serviço, conforme apontou seu representante legal.

Cobrança de horas extras e jornada irregular A Justiça do Trabalho validou o excesso de jornada, anulou os registros de ponto e o sistema de compensação 12×36 entre abril de 2023 e novembro de 2024. A sentença determinou ainda a quitação de adicional noturno, verbas rescisórias e decretou a rescisão indireta do vínculo empregatício.

A estratégia por trás da recusa do imóvel Conforme a defesa, a recusa da propriedade teve motivação estratégica, já que a empresa mantém contratos expressivos com órgãos públicos estaduais, indicando que a oferta do bem visava retardar a quitação. “A apresentação da fazenda [foi] apenas uma manobra para ganhar tempo e não dispor do dinheiro de maneira imediata”, afirmou o advogado Christiano de Lima e Silva Melo.

Bloqueio de contas e novas garantias Diante da negativa do trabalhador em aceitar o bem, a Justiça autorizou o bloqueio financeiro nas contas da empregadora. O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18), contudo, limitou a constrição a 30% do débito mensalmente, visando assegurar a continuidade operacional da companhia e a folha salarial dos demais colaboradores.

Homologação da dívida e próximos passos Em junho de 2026, os valores da execução provisória foram homologados em R$ 730.655,87, com atualização até o final de maio. Após a rejeição da chácara, a companhia ofertou um seguro-garantia judicial com acréscimo de R$ 219.196,76, aceito pelo judiciário. O caso aguarda o retorno do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para intimação de pagamento, visto que a tentativa de conciliação realizada em agosto restou infrutífera. “Nossa equipe trabalha e, nesse caso, trabalhou em busca da solução que dê maior segurança e liquidez para o cliente”, declarou o advogado.

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