Um garoto de 11 anos nascido no sertão baiano conquistou uma vaga na renomada Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, localizada em Joinville, Santa Catarina. O estudante Arthur Silva Morais Rocha, originario de Riachão do Jacuípe, iniciará seus estudos na instituição catarinense em 2027, após ter o resultado da seleção divulgado em 17 de outubro.
A paixão pela dança e o início na Bahia
Antes mesmo de frequentar uma sala de aula de dança, o menino já exibia grande interesse por atividades físicas e costumava assistir a vídeos de performances artísticas na web. Aos 9 anos, o garoto tomou a iniciativa de procurar a única escola de dança de sua cidade natal, a Criativa Ballet & Arte, manifestando o desejo de aprender os passos clássicos.
As atividades começaram em fevereiro de 2024. Embora tenha entrado no primeiro grau, sua rápida evolução impressionou a docente, que o promoveu para o segundo nível e ainda lhe garantiu uma bolsa de estudos para incentivar a presença masculina na turma.
Busca ativa e aprovação em Joinville
Movido pelo desejo de crescer na carreira artística, o jovem passou a pesquisar na internet sobre as audições da instituição e descobriu uma etapa preliminar em Camaçari. O garoto insistiu tanto que convenceu a mãe a realizar a inscrição, resultando na aprovação preliminar em junho.
“Enquanto eu não fiz a seleção, Arthur não me deixou em paz”, lembrou Juliana Bispo da Silva.
Posteriormente, o estudante viajou para Santa Catarina para enfrentar os testes práticos de caráter físico e artístico, sendo aprovado em ambos. “Quando a gente vê o nosso nome ali, no resultado, passa um monte de coisa na cabeça, de tudo que aconteceu até chegar aquele momento”, declarou o aluno.
Desafios financeiros e novos horizontes
A mudança para a Região Sul exigirá adaptações significativas para a família. A mãe planeja passar um período inicial de dois meses em terras catarinenses para auxiliar na transição do filho, enquanto os custos da mudança geram preocupação e exigirão campanhas solidárias e apoio do poder público local.
Apesar da saudade antecipada da cultura nordestina e do clima quente da Bahia, o futuro bailarino mantém o foco em sua evolução técnica e na construção de uma carreira internacional de destaque.
“O meu maior sonho já foi realizado, que era passar nessa etapa da seleção nacional do Bolshoi. E eu quero chegar a ser um bailarino de alto nível, que viaja vários países”, projeta o garoto.








