O Ministério Público do Rio Grande do Sul apresentou denúncia formal à Justiça contra sete policiais militares envolvidos no assassinato do agricultor Marcos Daniel Nörnberg, de 48 anos, e na tentativa de homicídio contra a esposa dele. O crime ocorreu em 15 de janeiro deste ano, na zona rural de Pelotas, após uma invasão a propriedade equivocada pelas forças de segurança.
Falha na localização do alvo De acordo com os registros da investigação, a missão tinha como finalidade desarticular uma facção criminosa investigada por assaltos, a partir de dados colhidos com suspeitos detidos no estado do Paraná. Contudo, os agentes erraram o endereço e invadiram a residência errada na localidade da Cascata, invalidando a versão de confronto apresentada inicialmente pelos envolvidos.
Dinâmica da invasão e disparos Conforme a peça acusatória, três dos PMs envolvidos auxiliaram na checagem do local da diligência, enquanto o restante do grupo executou a incursão. Câmeras de segurança registraram o momento em que pelo menos 18 tiros foram disparados. A vítima foi atingida por oito tiros de fuzil e faleceu no local, ao passo que sua companheira também foi baleada, mas conseguiu sobreviver aos ferimentos.
Pedidos do Ministério Público Diante dos fatos, o órgão ministerial requereu que o caso seja encaminhado ao Tribunal do Júri, acompanhado da perda das funções públicas dos acusados e do estabelecimento de reparação financeira aos parentes. As acusações incluem homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificada, agravadas pelo emprego de armamento de uso restrito e pela impossibilidade de defesa das vítimas.
Admissão de erro pela corporação Na época do ocorrido, o comandante-geral da Brigada Militar (BM), Cláudio Feoli, admitiu que houve um “grande equívoco” na ação, justificando que a tropa foi induzida ao erro por informações repassadas por criminosos presos em outro estado.








