O empresário Christian Dantas continuará preso preventivamente, conforme determinou a Justiça da Paraíba. A decisão foi tomada pela Vara do Tribunal do Júri de Campina Grande no dia 20 e o processo tramita em segredo de Justiça.
Entenda os pedidos negados pela Justiça O juiz Philippe Guimarães Padilha Vilar rejeitou diversos requerimentos apresentados pela defesa de Christian Dias e Larissa Leal. Entre as solicitações negadas estavam a complementação de laudo balístico, nova perícia audiovisual, quebra do sigilo do celular da vítima e análise pericial em vestimentas.
A defesa também pediu a emissão de ofício para a empresa organizadora do evento e um laudo traumatológico complementar, mas todos os pleitos foram recusados. Com a manutenção da prisão preventiva, os próximos passos do processo preveem a marcação das audiências de instrução e julgamento para a oitiva de testemunhas e interrogatório dos réus.
Denúncia do Ministério Público e sigilo O Ministério Público requereu em julho a condenação de Christian por homicídio, lesão corporal e porte ilegal de arma de fogo. No caso de Larissa Maria Leal, ex-companheira da vítima e atual companheira do empresário, o pedido foi de condenação por homicídio qualificado na condição de partícipe. O recebimento da denúncia transformou ambos em réus.
O sigilo judicial foi decretado após alegações de que os acusados sofreram “linchamento virtual”, além de discursos de ódio e ameaças reais de morte na internet.
Relembre o crime em Lagoa Seca O engenheiro Rubens Fernandes, de 29 anos e natural de Guarabira, foi baleado no coração ao deixar uma festa de São João em 21 de junho deste ano, no município de Lagoa Seca. O delegado Ramirez Almeida apontou que o crime teve motivação passional, iniciada por uma discussão por ciúmes durante o evento.
A investigação policial indicou que, após o desentendimento, a vítima saiu acompanhada de amigos. Cerca de 20 minutos mais tarde, no estacionamento, o atirador buscou uma arma em seu veículo e efetuou os disparos contra Rubens.








