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História das eleições no DF: a Maioria Decidida no 2° turno

Desde 1990, sete das dez disputas ao Palácio do Buriti foram definidas apenas na segunda rodada de votação nas urnas da capital.

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Maioria das eleições para governador no DF teve 2° turno; veja como foi cada disputa

A realização de um segundo turno nas eleições para o governo do Distrito Federal tornou-se uma marca registrada da política local. Das 10 disputas realizadas desde 1990, ano em que a capital federal passou a eleger seus governadores — cargo que anteriormente era ocupado por prefeitos nomeados pelo presidente da República —, sete foram decididas apenas na segunda rodada de votação.

H2 A Era Cristovam e o Retorno de Roriz nos Anos 90

O primeiro pleito com segundo turno na história brasiliense ocorreu em 1994, colocando frente a frente Cristovam Buarque (PT) e Valmir Campelo (PTB). No primeiro turno, Campelo liderou com 304.848 votos (39,65%), mas Cristovam virou o jogo na etapa seguinte e venceu com 460.137 votos (53,89%).

Quatro anos depois, em 1998, Cristovam tentou a reeleição, mas acabou derrotado por Joaquim Roriz (PMDB). Roriz, que havia sido governador biônico e eleito em 1990, conquistou mais um mandato após reverter a vantagem que o petista havia obtido na primeira fase da disputa eleitoral.

H3 Consolidação de Roriz e a Surpresa de 2010

A hegemonia de Joaquim Roriz seguiu no início dos anos 2000. Em 2002, ele garantiu a vitória em cima de Geraldo Magela (PT) no segundo turno, somando 642.256 votos contra 626.478 do adversário.

Já em 2010, o cenário foi marcado por uma reviravolta familiar. Após a renúncia de Joaquim Roriz, sua esposa, Weslian Roriz (PSC), assumiu a cabeça de chapa para enfrentar Agnelo Queiroz (PT). No final, Agnelo levou a melhor com uma votação expressiva de 875.612 votos (66,10%).

H2 Disputas Recentes e a Ascensão de Ibaneis Rocha

As eleições mais recentes também seguiram a tendência de prorrogar a decisão para o segundo turno. Em 2014, Rodrigo Rollemberg (PSB) superou Jofran Frejat (PR) após liderar a primeira etapa com 692.855 votos.

Quatro anos mais tarde, em 2018, o próprio Rollemberg tentou a recondução ao cargo, mas foi derrotado por Ibaneis Rocha (MDB). O advogado, que aparecia nas pesquisas iniciais com apenas 2% das intenções de voto no Datafolha de agosto, surpreendeu o cenário político nacional ao saltar para a liderança e vencer o pleito com 1.042.574 de votos no segundo turno.

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