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Abstenção em PE cai 3% no 2º turno e alerta para prazos de justificativa

Estado registrou um dos menores índices do país na reeleição de Lula e tribunal define limites para regularizar situação.

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Abstenção em PE cai quase 3% do 1º para 2º turno; saiba como justificar ausência na Justiça Eleitoral

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026, que resultou na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi marcado por uma significativa redução na ausência dos eleitores pernambucanos às urnas.

Queda expressiva no estado

O índice de abstenção em Pernambuco despencou para 15,18% no segundo turno, o que representa uma retração de quase três pontos percentuais em comparação aos 18,17% registrados na primeira etapa do pleito. Com essa variação negativa de 2,99%, o estado garantiu a segunda maior queda do país nessa estatística, ficando atrás somente do Ceará em menor percentual de ausências na segunda votação.

Dos 7.225.744 votantes aptos no território pernambucano, 1.096.760 deixaram de comparecer no segundo domingo, enquanto 1.312.388 haviam faltado na abertura do processo. Em âmbito nacional, a abstenção do segundo turno fechou em 19,22%, abaixo dos 21,08% contabilizados inicialmente. Na comparação com o pleito anterior de 2022, a abstenção pernambucana entre turnos também recuou, demonstrando maior engajamento do eleitorado local ao longo de quatro anos.

Prazos para regularização

Com o encerramento das votações, os cidadãos que não compareceram aos locais designados precisam ficar atentos ao calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral para evitar sanções e regularizar a situação cadastral.

O prazo limite para justificar a ausência do primeiro turno se encerra em 3 de dezembro de 2026. Já os eleitores que perderam o segundo turno têm até o dia 8 de janeiro de 2027 para realizar o procedimento, que pode ser feito de forma digital pelo portal de Autoatendimento Eleitoral ou de maneira presencial nos cartórios do estado.

Consequências da ausência

Embora o valor da multa por não votar seja simbólico, a falta de regularização acarreta impedimentos burocráticos severos para a vida civil dos cidadãos pernambucanos. A diretora-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE), Bruna Barreto Campello, destacou que a taxa aplicada é de apenas R$ 3,50, mas alertou para os transtornos gerados pelas pendências.

“O eleitor que não justifica dentro do prazo fica em pendência com a Justiça Eleitoral, e isso impede ele de ter alguns direitos, como fazer matrícula em universidades e tirar o passaporte”, contou Bruna Campello à TV Globo.

Cumprir os prazos estipulados pelo TRE garante que o eleitor mantenha a regularidade perante o sistema democrático, evitando bloqueios em serviços essenciais e emissão de documentos fundamentais.

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