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Ônibus retidos em Salvador: secretário de mobilidade se explica

Gestor municipal retorna de viagem internacional e enfrenta investigações rigorosas sobre a falta de transporte no domingo de votação.

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Retenção de ônibus no domingo de eleição em Salvador: o que falta esclarecer

O secretário Municipal de Mobilidade, Pablo Souza, desembarcou em Salvador na tarde de segunda-feira após cumprir missão oficial em Paris a convite do governo francês. Ele deve prestar esclarecimentos nesta terça-feira (27) sobre a controversa retenção de ônibus ocorrida no último domingo (25), dia de votação, durante entrevista a um telejornal local.

Ações judiciais e investigação federal

O gestor está no centro de disputas judiciais e chegou a ter a prisão em flagrante decretada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) devido à escassez de coletivos circulando pela capital baiana. Embora a medida tenha sido revogada com o fim do pleito, a Justiça ressaltou que o cancelamento não representa absolvição ou atestamento de inocência.

A Procuradoria Regional Eleitoral e a Polícia Federal (PF) assumiram a investigação para apurar uma possível queda superior a 50% na frota durante o domingo. A Prefeitura de Salvador, a Semob e as empresas concessionárias receberam o prazo de 48 horas para entregar documentos comprobatórios sobre a operação dos transportes.

Justificativa da prefeitura e polêmica dos adesivos

Tanto o secretário Pablo Souza quanto o prefeito Bruno Reis (União Brasil) negaram qualquer intenção de interferir no pleito, atribuindo o problema a um “adesivaço” irregular. Os veículos públicos continham adesivos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu a disputa presidencial.

A legislação eleitoral proíbe propaganda em bens públicos, o que motivou a retirada das marcas. Contudo, a administração municipal ainda não esclareceu o tempo exato em que os coletivos permaneceram retidos nem o impacto total na operação.

Divergências nos números de veículos parados

A quantidade exata de linhas e ônibus afetados segue indefinida. Enquanto balanços iniciais indicavam pelo menos 75 coletivos impedidos de sair, uma fiscalização da Polícia Federal apontou redução de 42,1% em uma das garagens (53 veículos a menos), e o Procon identificou 944 ônibus parados em unidades da OT Trans e Integra Plataforma.

Protestos e vandalismo no Centro Histórico

A crise gerou manifestações populares em frente à sede da Prefeitura de Salvador, onde o prefeito Bruno Reis foi alvo de protestos e teve a imagem queimada em um boneco. A gestão municipal relatou atos de vandalismo, incluindo pichações e tentativas de invasão, o que resultou na suspensão do expediente por motivos de segurança.

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