–:–:–
Conecte-se conosco

MP Eleitoral pede à PF investigação sobre violência em Santarém

Ação busca identificar agressores que atacaram eleitores e motociclistas na orla da cidade após o encerramento do segundo turno.

0 visualizações
MP Eleitoral pede que Polícia Federal investigue agressões contra eleitores em Santarém

O Ministério Público Eleitoral (MPE) oficializou um pedido à Polícia Federal para que seja aberto um inquérito policial com o objetivo de investigar episódios de violência, ameaças e agressões físicas registrados em Santarém, no oeste do Pará. A solicitação, formalizada por meio de uma portaria assinada pelo promotor eleitoral Ramon Furtado Santos, responde à grande repercussão de tumultos ocorridos na orla da cidade logo após o fechamento das urnas no segundo turno.

Medidas para esclarecer os ataques

Para avançar nas apurações, o MPE determinou que a Polícia Federal realize uma série de diligências fundamentais. O órgão solicitou a identificação imediata dos agressores e de possíveis mandantes das ações, a coleta e análise de gravações de câmeras de segurança da região da orla, a verificação de boletins de ocorrência já registrados e a oitiva de todas as vítimas e testemunhas que presenciaram os atos de violência.

Relato de agressão contra motociclista

A investigação ganhou força após uma motociclista registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil na segunda-feira (26). Segundo o relato, ela trafegava pela Avenida Adriano Pimentel quando foi cercada por um grupo de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) que utilizavam vestimentas nas cores verde e amarelo. A vítima foi atingida por garrafas plásticas, copos de bebidas e recipientes de vidro, o que a fez perder o equilíbrio e cair da moto.

Conforme o depoimento, mesmo caída, a mulher sofreu chutes e ofensas verbais. Uma das agressoras tentou atingi-la com o mastro quebrado de uma bandeira, mas a vítima foi socorrida por um homem que interveio no tumulto. Ela sofreu escoriações, queimaduras decorrentes do contato com o motor da motocicleta e dores na coluna, sendo submetida a exames pela Polícia Científica do Pará.

Desdobramentos e ameaças online

Além das lesões físicas, a defesa da vítima destaca a necessidade de acompanhamento psiquiátrico devido ao trauma. Os advogados relatam ainda que, após a divulgação dos vídeos das agressões, a mulher e sua equipe jurídica passaram a ser alvo de intimidações e ataques homofóbicos nas redes sociais. A representação pede que o episódio seja tratado como lesão corporal dolosa, dano material, injúria e homofobia com motivação política.

O caso veio a público após a circulação de gravações feitas por testemunhas, que mostram pelo menos três pessoas sendo hostilizadas na orla durante as manifestações políticas. Entre as cenas registradas, há também o momento em que outro motociclista é empurrado contra um veículo estacionado. A Polícia Civil confirmou que o registro inicial feito pela vítima foi o ponto de partida para a apuração formal dos crimes.

Mais em Pará

Ver tudo →