–:–:–
Conecte-se conosco

Caso Gustavo: pai confessa agressões brutais contra o filho

Advogado detalhou em depoimento como espancou a criança de 3 anos; madrasta nega participação e alega ter sido impedida de ver o menino.

4 visualizações
'Dei pisões nele', disse pai do menino Gustavo durante novo depoimento à Polícia Civil; assista

O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa admitiu, em novo depoimento à Polícia Civil, ter agredido violentamente o próprio filho, Gustavo Velozo, de 3 anos. A criança faleceu após passar um fim de semana na residência do pai, localizada na região norte de Palmas. O caso, que chocou o país, resultou no indiciamento do pai e da madrasta, Kathellen Moreira da Silva, que atualmente respondem ao processo como réus e permanecem em prisão preventiva.

Detalhes das agressões fatais

Durante o interrogatório, o pai descreveu a dinâmica da violência que levou o menino a óbito. “Quando eu chacoalhei ele, ele bateu a cabeça na parede, e aí eu joguei ele pra frente e dei pisões nele, nas costas dele e na barriga. Então, por aquela questão da barriga dele ser grande, ele já tinha problemas, não tenho dúvidas. Então, ali eu acho que houve aquele problema no intestino. Então, eu o chutei”, afirmou o advogado em depoimento ao qual a TV Anhanguera teve acesso.

A perícia médica constatou que a morte foi causada por hemorragia interna, decorrente de lesões graves e hematomas espalhados pelo corpo da vítima. O laudo também identificou sinais de violência sexual, embora o pai negue veementemente essa acusação: “Essas lesões foram dos chutes que eu dei, e eu não vou assumir uma coisa que eu não fiz.”

O relato da madrasta

Kathellen Moreira da Silva, por sua vez, sustenta que não presenciou as agressões. Em seu depoimento, ela relatou que o companheiro apresentava comportamento autoritário e agressivo, especialmente sob efeito de álcool. Segundo a madrasta, ela tentou acessar o quarto onde o pai estava com Gustavo, mas foi barrada. “Aí, ok, a gente bateu na porta, ele não abriu. Eu fui pra sala, e Igor me ligou e perguntou quem estava batendo na porta. Eu já falei: ‘Vai cuidar da sua vida, vagabunda”, contou.

A defesa da madrasta reforça a tese de que ela foi mantida afastada dos fatos. Conforme nota oficial, Kathellen alega que só soube do falecimento do menino no dia seguinte, tendo recebido inicialmente a informação de que a criança teria sofrido um afogamento.

Contexto das investigações

Na manhã seguinte ao crime, a madrasta afirmou ter tido um contato visual breve com a criança, sem perceber a gravidade da situação. “Igor, deixa eu pegar um remédio para dor de cabeça. O Gustavo estava deitado de lado. Quando eu liguei a luz, notei que ele fez assim com o olho. Como foi rápido, mas eu não prolonguei muito o assunto e saí.”

Os crimes investigados contra o pai incluem vicaricídio, tortura, fraude processual e estupro de vulnerável. Já a madrasta responde por vicaricídio, sob acusação de omissão, e fraude processual. A defesa de Igor Veloso declarou que os fatos serão esclarecidos no curso do processo judicial.

Mais em Tocantins

Ver tudo →