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Após casamento de Juliette, algodão produzido na Paraíba e usado na decoração vai ser reaproveitado

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Após casamento de Juliette, algodão produzido na Paraíba e usado na decoração vai ser reaproveitado

Algodão utilizado na decoração do casamento de Juliette e Kaíque foi plantado na Paraíba
Reprodução/X
O algodão cultivado por agricultores familiares de Remígio, no Agreste da Paraíba, ganhou espaço na decoração do casamento de Juliette e Kaíque Cerveny e terá um novo destino após a festa. A cantora devolveu os galhos utilizados na cerimônia à associação responsável pelo fornecimento para que o material seja reaproveitado.
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O casamento religioso e a festa aconteceram na quinta-feira (29), no Instituto Ricardo Brennand, em Recife. No lugar das tradicionais flores, a decoração contou com 12,5 mil galhos de algodão branco e colorido, produzidos por agricultores familiares paraibanos.
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O material foi fornecido pela Rede Borborema de Agroecologia, associação com sede no assentamento Queimadas, em Remígio, e atuação também nos municípios de Casserengue, Barra de Santa Rosa, Algodão de Jandaíra e Areia.
Segundo Suzana Aguiar, representante da associação, foram necessários 150 dias entre o plantio e a colheita. Os agricultores receberam pagamento pelo fornecimento do material e, após a celebração, Juliette doou os galhos de volta à associação.
“Os agricultores receberam um pagamento para fornecer esse algodão, mas aí a Juliette doou esse algodão de volta para que ele não tenha desperdício no casamento”, explicou.
Do total utilizado na decoração, 5 mil galhos eram de algodão branco e 7,5 mil de algodão colorido. A escolha também fez referência à tradição paraibana na produção da fibra, especialmente do algodão colorido, que tem reconhecimento internacional.
Para Suzana, a participação no casamento representou uma oportunidade de dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos agricultores familiares, além de gerar renda para as famílias envolvidas.
“O algodão foi o principal elemento do casamento, que é símbolo nordestino de resistência, a visibilidade para os nossos agricultores e agricultoras. Além de ter gerado renda para as famílias, que se sentiram pertencentes à celebração”, afirmou.
Casamento também teve artesanato produzido na Paraíba
Bolsas distribuídas aos convidados do casamento de Juliette foram feitas por artesãs da Paraíba
Divulgação/Associação das Crocheteiras do Lajeiro do Marinho
Além do algodão utilizado na decoração, o casamento de Juliette contou com produtos feitos por artesãs do Agreste paraibano. As lembrancinhas entregues aos convidados foram 300 bolsas de crochê confeccionadas pela Associação das Crocheteiras do Lajeiro do Marinho, localizada em Boqueirão.
De acordo com Maria Suelene, representante do grupo, a produção das bolsas foi concluída em pouco mais de dois meses. A participação na celebração levou o trabalho das artesãs para um evento com repercussão nacional.
“É muito prazeroso ver o nosso trabalho, a nossa arte pelo mundo afora; é muito gratificante”, disse.
Os vestidos Os vestidos usados por Juliette nas celebrações também tiveram participação paraibana. As três peças escolhidas pela cantora foram assinadas pela estilista Rebeca Nepomuceno, que já criou modelos para casamentos de famosos como Alok e Maju Trindade.
O primeiro vestido foi usado no filme de pré-casamento, o segundo na cerimônia intimista realizada em 30 de setembro, no Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras, no Cariri paraibano, e o terceiro na festa desta quinta-feira (29), em Recife.
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