A capital amazonense enfrentou uma manhã de sexta-feira (30) marcada por intensos temporais, que resultaram em pontos de alagamento em diversos bairros de Manaus. O cenário de chuva substituiu o período de forte calor e densa fumaça que pairava sobre a cidade nos últimos oito dias, causando transtornos imediatos à população.
Impactos nas ruas e riscos à população
Na zona oeste, especificamente na Rua Oscar Borel, no bairro Compensa, o volume de água foi suficiente para invadir a frente de um estabelecimento comercial de frutas. Paralelamente, registros feitos por moradores na região do Parque Gigantes da Floresta, no bairro Novo Aleixo, flagraram veículos com dificuldades para transitar por vias tomadas pela enxurrada.
Diante do cenário, a Defesa Civil agiu rapidamente e disparou dois comunicados de alerta em um intervalo de apenas 40 minutos, destacando o perigo de alagamentos e eventuais deslizamentos de terra. As autoridades reforçaram a necessidade de os moradores evitarem áreas de encosta e buscarem locais seguros para se protegerem.
Transtornos no sistema elétrico e previsão do tempo
Além dos alagamentos, a instabilidade climática comprometeu a infraestrutura de distribuição de energia, deixando pontos de Manaus e cidades da Região Metropolitana sem luz. A concessionária Âmbar Energia comunicou que os reparos e a normalização do fornecimento dependem da melhora das condições meteorológicas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém a previsão de pancadas de chuva para o restante desta sexta-feira e para o sábado (31), com termômetros oscilando entre 25°C e 35°C. Vale lembrar que, até 22 de outubro, a qualidade do ar em Manaus apresentava índices considerados bons, cenário que foi alterado recentemente por queimadas na região.
O fenômeno da transição sazonal
O Amazonas vive agora a mudança entre o verão amazônico e o inverno amazônico, fase caracterizada pelo aumento da frequência e do volume das precipitações. De acordo com a meteorologista Andrea Ramos, o fenômeno climático global tem papel determinante neste processo.
“Neste ano, essa transição ocorre sob a influência de um El Niño bastante intenso, que vem se fortalecendo no Oceano Pacífico Equatorial e alterando os padrões de circulação atmosférica e distribuição das chuvas em diferentes regiões do Brasil”, disse a especialista.








