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Investimentos bilionários em IA geram alerta financeiro em gigantes

Meta enfrenta revisão de nota pela S&P enquanto Anthropic lida com projeções de crédito especulativo devido aos altos custos operacionais.

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Gastos com IA acendem alerta financeiro para Meta e Anthropic

A agressiva expansão da infraestrutura voltada para a inteligência artificial (IA) passou a ser um ponto de atenção crítica para grandes players do setor tecnológico. A Meta, dona do Facebook, teve sua perspectiva de crédito revisada para baixo pela S&P Global Ratings, ao passo que a Anthropic enfrenta projeções de mercado que apontam para uma classificação de risco especulativo em caso de abertura de capital.

O dilema da Meta com a S&P Global

Apesar de manter a nota AA-, a S&P alterou a perspectiva da Meta de estável para negativa. O movimento da agência de risco reflete incertezas sobre o volume massivo de aportes em infraestrutura e o fato de a companhia ter registrado um fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,12 bilhões no terceiro trimestre, marcando a primeira vez que a empresa encerrou um período no vermelho nesse indicador.

A agência de classificação de risco questionou a eficácia da monetização das tecnologias de IA da empresa, comparando-a com concorrentes que também investem pesado na construção de data centers. Segundo a S&P, ainda não existe clareza sobre quando soluções como o aplicativo de agente de IA Muse e seus modelos de linguagem própria trarão receitas suficientes para cobrir as despesas operacionais em disparada.

Em resposta à análise, a companhia manifestou discordância. “A empresa discorda da interpretação da S&P sobre sua capacidade de monetizar a IA e disse enxergar oportunidades significativas em produtos e negócios”, afirmou um porta-voz da organização.

Projeções financeiras e mercado de ações

A pressão sobre as finanças da Meta se reflete em seus planos de longo prazo. A empresa projeta investimentos de capital entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões para 2026, montante destinado em grande parte à expansão de sua infraestrutura tecnológica. Adicionalmente, a companhia busca levantar US$ 95 bilhões para financiar seus projetos de IA por meio de ofertas públicas de ações e programas de venda no mercado.

O mercado financeiro reagiu com cautela, com os papéis da Meta acumulando queda de 15% em outubro, o pior desempenho mensal em quatro anos. Embora a S&P projete uma desaceleração nos investimentos a partir de 2028, a agência demonstra ceticismo quanto à real capacidade da gigante em controlar os gastos no ritmo prometido.

O cenário de risco para a Anthropic

Enquanto a Meta lida com a revisão de sua nota atual, a Anthropic, desenvolvedora dos modelos Claude, encara desafios diferentes. Projeções de mercado indicam que a empresa poderá receber uma nota na faixa BB em uma futura oferta pública inicial (IPO).

Na prática, essa classificação colocaria a companhia em um patamar de crédito considerado especulativo, ou junk, uma vez que notas abaixo de BBB- elevam o custo de captação de recursos devido ao maior risco percebido de inadimplência. Esse cenário é um obstáculo potencial para os planos de expansão da empresa, que exige capital constante para sustentar sua infraestrutura computacional. Vale ressaltar que a previsão, embora aponte para um perfil de risco mais elevado, não configura uma nota oficial de agência de rating nem indica inadimplência da companhia.

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