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Saiba como a IA é usada para monitorar e combater focos de incêndio no Pantanal

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Saiba como a IA é usada para monitorar e combater focos de incêndio no Pantanal

Equipes que atuam na preservação do Pantanal estão usando a inteligência artificial para monitorar e combater focos de incêndio.
Acessar alguns pontos do Pantanal só mesmo de barco. Na bagagem, uma câmera com recursos avançados. Ela foi instalada na Serra do Amolar, em Mato Grosso do Sul.
“A visão lá em cima precisa ser muito ampla e nítida para conseguir enxergar a fumaça diferente de todo ambiente. E, além disso, ela precisa ter um zoom muito potente. Porque a ideia é que ela localize a fumaça até 30 km de distância”, explica Igor Souza, analista de Tecnologias – IHP.
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Já no Pantanal de Mato Grosso foi erguida uma torre nova para aumentar o campo de visão.
“Ela vai ter uma base estabilizadora, que a gente chama, que vão seis cabos nela, que é para poder estabilizar a torre para ela não ficar mexendo”, diz o operador de plataforma Edmilson Alves da Silva.
As câmeras contam com inteligência artificial. Com a modernização da torre em Mato Grosso e a instalação de um novo equipamento em Mato Grosso do Sul, a área monitorada por IA no Pantanal aumentou 25%: saiu de 1,5 milhão de hectares para quase 2 milhões. A tecnologia jé é usada no o bioma há quatro anos.
Saiba como a IA é usada para monitorar e combater focos de incêndio no Pantanal
Jornal Nacional/ Reprodução
As imagens são enviadas para uma central de monitoramento do Instituto Homem Pantaneiro, em Corumbá. O foco é identificar incêndios ainda no começo. De janeiro até setembro de 2026, o fogo já atingiu 145 mil hectares do Pantanal – 129% mais que no mesmo período de 2025.
“Ele usa o que há de melhor e mais de ponta no mundo de tecnologia. São câmeras que têm grande alcance. Nós posicionamos elas em locais altos e elas agregam o sistema chamado Pantera, que trabalha com inteligência artificial, com a possibilidade de detecção do fogo no início, a partir do indicativo da fumaça, em três minutos. O que faz uma diferença significativa justamente na ação preventiva”, afirma Ângelo Rabelo, presidente do Instituto Homem Pantaneiro.
A cobertura abrange regiões remotas que abrigam áreas importantes.
“Especialmente na região do Amolar, onde nós temos várias áreas protegidas, um parque nacional e é um sítio do patrimônio natural da humanidade pela Unesco. Então, ela tem uma área de reconhecimento mundial pela sua importância, especialmente no que diz respeito à biodiversidade”, diz Ângelo Rabelo.
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