O fiscal de obras públicas da Prefeitura de Sinop, Eliseu Rodrigues de Carvalho, foi preso nesta quinta-feira (29) ao desembarcar no aeroporto municipal, localizado a cerca de 500 km de Cuiabá. O servidor, que retornava de uma viagem à República Dominicana, é um dos principais investigados na Operação Mãos à Obra, iniciativa que busca desmantelar um suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e o setor imobiliário local.
Ação do Gaeco e desdobramentos
Imagens do momento da prisão mostram Eliseu sendo abordado por integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) logo na saída do terminal. Após a detenção, o fiscal foi levado à sua residência com o auxílio da Força Tática para o cumprimento de mandados. A operação, deflagrada na quarta-feira (28), já havia culminado na prisão de cinco pessoas e no afastamento de seis servidores de suas funções públicas.
O esquema de corrupção investigado
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o grupo é suspeito de negociar vantagens indevidas em troca de facilidades administrativas. As apurações focam no pagamento de propinas para acelerar processos, garantir a emissão de licenças, influenciar pareceres técnicos e contornar fiscalizações na Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop.
Alvos da operação
Além da prisão de Eliseu, a Justiça expediu 17 mandados de busca e apreensão. Entre os cinco detidos inicialmente na quarta-feira (28) estão: Fernando Dante Morari e Júlio Henrique Verdu Garcia, engenheiros civis e servidores públicos; Valdinei Monteiro da Silva, servidor municipal; Agnaldo Rael da Silva, engenheiro civil; e Débora Alvarenga Nakanishi da Silva, corretora de imóveis e sócia da empresa Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda.
Bloqueio de bens e valores
A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 80 milhões em bens e valores de um grupo de investigados e de uma empresa envolvida. Adicionalmente, foi determinado o sequestro de ativos financeiros de até R$ 3 milhões para cada um dos outros alvos, além da medida de sequestro de imóveis vinculados a um dos investigados. Segundo o Ministério Público, a ação visa assegurar o ressarcimento aos cofres públicos e impedir a dilapidação de patrimônio durante o decorrer das investigações. Os presos passaram por audiência de custódia e seguem à disposição do Judiciário.








