O mercado financeiro brasileiro registrou mais um dia de forte volatilidade nesta terça-feira (3), com a moeda norte-americana em acentuada valorização e o principal índice de ações da B3 ampliando as perdas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desempenho do dólar no câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com avanço de 0,74%, cotado a R$ 5,486. Ao longo do pregão, a divisa chegou a atingir a máxima de R$ 5,509 por volta das 13h50, impulsionada pelo clima de cautela dos investidores em relação aos rumos das contas públicas.
No cenário internacional, o índice DXY subiu 0,13%, alcançando 101,850 pontos. Pela manhã, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as propostas de Lara Resende apresentam deficiências e não estão em discussão no governo. O ministro também reforçou a defesa de um ajuste fiscal gradual.
Queda acumulada na bolsa de valores
O Ibovespa fechou o dia em baixa de 1,42%, aos 165.528,92 pontos, atingindo sua mínima de 164.446,53 pontos pela manhã. Esta foi a sexta sessão consecutiva de retração desde a definição do pleito presidencial.
Papeles de peso como Petrobras e Vale pressionaram o indicador para baixo, refletindo tanto o ambiente doméstico adverso quanto os ajustes nos preços das commodities no mercado internacional.
Expectativa pela decisão do Copom
As atenções do mercado voltaram-se para a reunião do Comitê de Política Monetária, com o mercado financeiro monitorando os rumos da taxa Selic, atualmente fixada em 13,75% ao ano.
O boletim Focus elevou a projeção inflacionária para o final do período e revisou para cima a expectativa para a taxa básica de juros, aumentando a pressão sobre os ativos nacionais.
O comportamento dos negócios nos próximos dias continuará dependendo dos rumos da política fiscal e das sinalizações emitidas pelo Banco Central.








