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Dólar avança a R$ 5,48 e Ibovespa despenca após reeleição de Lula

Investidores adotam postura defensiva diante de incertezas fiscais e aguardam a nova decisão do Copom sobre a taxa Selic.

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Dólar sobe 0,74% e aproxima-se de R$ 5,50 em dia de cautela fiscal

O mercado financeiro brasileiro registrou mais um dia de forte volatilidade nesta terça-feira (3), com a moeda norte-americana em acentuada valorização e o principal índice de ações da B3 ampliando as perdas após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Desempenho do dólar no câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com avanço de 0,74%, cotado a R$ 5,486. Ao longo do pregão, a divisa chegou a atingir a máxima de R$ 5,509 por volta das 13h50, impulsionada pelo clima de cautela dos investidores em relação aos rumos das contas públicas.

No cenário internacional, o índice DXY subiu 0,13%, alcançando 101,850 pontos. Pela manhã, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as propostas de Lara Resende apresentam deficiências e não estão em discussão no governo. O ministro também reforçou a defesa de um ajuste fiscal gradual.

Queda acumulada na bolsa de valores

O Ibovespa fechou o dia em baixa de 1,42%, aos 165.528,92 pontos, atingindo sua mínima de 164.446,53 pontos pela manhã. Esta foi a sexta sessão consecutiva de retração desde a definição do pleito presidencial.

Papeles de peso como Petrobras e Vale pressionaram o indicador para baixo, refletindo tanto o ambiente doméstico adverso quanto os ajustes nos preços das commodities no mercado internacional.

Expectativa pela decisão do Copom

As atenções do mercado voltaram-se para a reunião do Comitê de Política Monetária, com o mercado financeiro monitorando os rumos da taxa Selic, atualmente fixada em 13,75% ao ano.

O boletim Focus elevou a projeção inflacionária para o final do período e revisou para cima a expectativa para a taxa básica de juros, aumentando a pressão sobre os ativos nacionais.

O comportamento dos negócios nos próximos dias continuará dependendo dos rumos da política fiscal e das sinalizações emitidas pelo Banco Central.

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