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Prefeito expulsa médicos de hospital em Pernambuco aos gritos

Gestão municipal rescindiu contrato com organização social após vistoria e entidades médicas repudiaram a abordagem.

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Prefeito de Barreiros expulsa médicos de hospital aos gritos após acusar profissionais de dormir e 'namorar' durante plantão; VÍDEO

Uma visita surpresa realizada pelo prefeito de Barreiros, Carlos Artur Soares de Avelar, conhecido como Carlinhos da Pedreira (PP), terminou em confusão e gritaria dentro do hospital municipal localizado na Zona da Mata Sul de Pernambuco.

Bate-boca e expulsão

O caso ocorreu na noite de uma quarta-feira (4), após o gestor receber reclamações sobre a escassez de profissionais na unidade de saúde. Ao percorrer as dependências do estabelecimento, o chefe do executivo local encontrou dois profissionais no alojamento e iniciou uma discussão áspera, exigindo que eles deixassem o local imediatamente enquanto chamava o dupla de “vagabundos”. A emergência do hospital estava lotada no momento da fiscalização.

Posteriormente, a prefeitura anunciou o fim do vínculo com a Associação João Paulo 2º, entidade que administrava o Hospital Jailton Messias de Souza Albuquerque. Com a rescisão, a administração municipal informou que a Secretaria de Saúde assumirá temporariamente o comando operacional da unidade até a conclusão de uma nova licitação.

Repercussão e repúdio

A atitude do prefeito gerou forte reação por parte das entidades representativas da categoria médica no estado. O Conselho Regional de Medicina (Cremepe) emitiu nota repudiando o episódio e afirmando que a fiscalização não dá direito a constrangimentos públicos. O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) também criticou severamente a postura da autoridade municipal e apontou que os profissionais cumpriam momento de descanso regulamentar.

A polêmica ganhou ainda mais repercussão após a circulação das imagens nas redes sociais e a manifestação pública do prefeito em um podcast, onde ele defendeu a sua decisão de afastar os trabalhadores de forma imediata. Até o momento, a organização social responsável pela antiga gestão não se posicionou sobre o caso.

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