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Seca afeta mais de 160 mil famílias no Amazonas; 47 municípios continuam em emergência

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Seca afeta mais de 160 mil famílias no Amazonas; 47 municípios continuam em emergência

Seca no Rio Amazonas, em Itacoatiara.
Liam Cavalcante/Rede Amazônica
O número de famílias afetadas pela estiagem no Amazonas subiu para 160.240, segundo boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado nesta sexta-feira (6). Ao todo, 47 municípios continuam em situação de emergência e outros 15 permanecem em alerta.
Além dos impactos da seca, cidades do interior e Manaus registraram piora na qualidade do ar neste sábado (7), devido à fumaça de incêndios florestais. Em Parintins, Itacoatiara e Urucurituba, os índices chegaram à classificação péssima, segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
De acordo com a Defesa Civil, 47 municípios estão em situação de emergência. Entre eles estão Borba, Boca do Acre, Lábrea, Manacapuru, Maués, Parintins e Tefé.
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Outras 15 cidades estão em alerta, incluindo Manaus, Barcelos, Itacoatiara e Tabatinga.
Fumaça piora qualidade do ar no Amazonas
A qualidade do ar piorou em municípios do Amazonas neste sábado (7), segundo dados de monitoramento do Selva registrados às 14h14.
Em Parintins, os índices chegaram a 138,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Na Vila Amazônia, distrito do município, a concentração foi de 141,3 µg/m³. Itacoatiara registrou 175,2 µg/m³ e Urucurituba, 152,1 µg/m³. Os quatro locais tiveram qualidade do ar classificada como péssima.
Outros municípios apresentaram índices muito ruins, como Iranduba (99,9 µg/m³), Autazes (99,3 µg/m³), Itapiranga (95 µg/m³), Nova Olinda do Norte (90,9 µg/m³) e Careiro da Várzea (77,5 µg/m³).
Em Manaus, a qualidade do ar também piorou e chegou à classificação ruim. O índice mais alto foi registrado no bairro Morro da Liberdade, com 71,1 microgramas por metro cúbico.
Dos 14 sensores de monitoramento da capital, 13 indicavam qualidade do ar ruim. Apenas o Parque Dez de Novembro apresentava nível moderado, com índice de 47,1 µg/m³.
Na sexta-feira (6), a Defesa Civil já havia emitido alertas de poluição provocada por incêndios florestais. Parintins estava em nível severo, com qualidade do ar péssima. Outros municípios receberam alertas de níveis alto e moderado.
Os avisos consideram a concentração de partículas finas de poluição, chamadas de material particulado 2,5 (MP2,5), que podem afetar a saúde.
Inmet prevê chuvas nos próximos dias
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica tempo predominantemente seco nas regiões Norte e Sul do Amazonas até 11 de novembro.
As chuvas mais significativas devem se concentrar nas regiões Central e Leste, com volumes entre 20 e 60 milímetros. Há possibilidade de acumulados maiores em pontos isolados.
A previsão inclui as calhas do Alto e Médio Solimões, Médio Amazonas e Baixo Amazonas.
As temperaturas máximas também devem permanecer elevadas entre os dias 7 e 11 de novembro. Nas regiões Leste e Nordeste, os termômetros podem marcar entre 34°C e 38°C, com possibilidade de ultrapassar os 40°C em alguns pontos.
Nas regiões Central e Sul, as máximas devem variar entre 32°C e 36°C. Já no Oeste, Sudoeste e Noroeste, a previsão é de temperaturas entre 28°C e 32°C, devido à maior presença de nuvens e à frequência de chuvas.
Ações de combate às queimadas
Queimadas no Amazonas
Divulgação/Ibama
Segundo o governo estadual, cerca de 1,5 mil servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam na prevenção e no combate a incêndios no Amazonas.
A operação conta com 18 aeronaves: oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros. Do total, 16 são do Governo Federal e duas do Governo do Amazonas.
O estado também contratou mais 153 brigadistas florestais por meio do programa Floresta em Pé. As equipes atuam na prevenção, no monitoramento e no combate ao fogo.
Na fiscalização ambiental, a Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde realiza ações de combate a incêndios em 33 cidades.
Já a Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com apoio de drones e viaturas equipadas com internet via Starlink. As infrações podem resultar em multas e embargos.
Entre 1º de junho e 5 de novembro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) registrou 4.014 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.578 focos de incêndio no estado.
Ajuda às famílias afetadas
Na assistência às populações atingidas pela estiagem, o governo estadual informou que já enviou 96 toneladas de alimentos, 3,4 mil kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água para 15 municípios.
As entregas fazem parte da Operação Estiagem 2026 e devem continuar conforme o monitoramento das condições dos rios e as necessidades das cidades.
O governo também mantém a proibição do uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, com exceção das situações previstas em lei.

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