A semana foi marcada por acontecimentos impactantes que repercutiram fortemente entre os leitores da Zona da Mata mineira, reunindo desde casos de Justiça até celebrações emocionantes de longevidade e episódios inusitados em cemitérios.
Justiça condena escola por demissão discriminatória
Um educador que dedicou quase vinte e cinco anos de sua vida a uma instituição de ensino localizada em Além Paraíba acabou sendo dispensado logo após vencer uma batalha contra o câncer de próstata. A Justiça do Trabalho interveio e determinou o pagamento de uma indenização por danos morais no valor de R$ 25 mil, reconhecendo o caráter discriminatório da rescisão contratual.
Conforme os registros do processo judicial, o diagnóstico ocorreu em 2025, exigindo afastamento médico entre 26 de fevereiro e 31 de maio. Embora a escola tenha tentado justificar o desligamento com base em supostas falhas profissionais e problemas de comportamento, os magistrados entenderam que a instituição não apresentou provas concretas para sustentar tais alegações.
Susto no Cemitério Municipal de Juiz de Fora
Durante as visitas do Dia de Finados, na última segunda-feira (2), uma moradora de 28 anos passou por uma situação chocante ao despencar para o interior de uma sepultura após o piso ceder. O incidente ocorreu enquanto Karoline Luiza Venerando de Paula realizava a limpeza do que julgava ser o túmulo de sua avó.
“A princípio, eu achei que eu tinha caído sobre o caixão, mas quando eu olhei, eu estava de cara com o crânio. Restos mortais mesmo. Dava para ver tudo, o corpo já estava em decomposição”, disse Karoline, em entrevista ao g1.
Apesar da gravidade da situação e do forte susto, a mulher saiu ilesa fisicamente, necessitando apenas de auxílio para conseguir retornar à superfície. Posteriormente, ao buscar esclarecimentos junto à administração municipal, ela descobriu que a sepultura danificada pertencia a um desconhecido.
Comemoração de Bodas de Brilhante em via pública
Em contraste com os momentos de tensão, o município de São João del Rei foi palco de uma emocionante celebração de 75 anos de matrimônio. A festividade ao ar livre reuniu vizinhos, pedestres e familiares para homenagear Hermano Fernandes, de 96 anos, e Maria Nilza Fernandes, de 93.
O evento contou com distribuição de quitutes, bolo e a presença de um músico tocando saxofone, surpreendendo os homenageados que marcaram a história local — ele por gerenciar um comércio por quase quatro décadas e ela por ações solidárias.
“Não sabemos quem organizou a festa. É o segundo ano que esse colaborador anônimo prepara uma comemoração para os meus avós. Segundo a cerimonialista, é alguém que gosta muito deles, mas prefere não se identificar”, contou Clara Minelli, neta do casal, ao g1.
A retrospectiva semanal também abrangeu outros acontecimentos de relevância na região, como desdobramentos judiciais envolvendo figuras políticas e os impactos causados por temporais recentes em municípios mineiros.








