Uma onda de manifestações violentas tomou conta de várias cidades francesas nas últimas semanas, impulsionada pelo descontentamento popular com a inflação e a carestia. O brasileiro Walfran Campos, natural da Paraíba, registrou o clima de instabilidade e o forte esquema de segurança nas ruas do país europeu.
Registros de violência e confronto
Visitando a cidade de Angers, no Oeste francês, o brasileiro presenciou o cenário de destruição deixado pelos atos, que incluem depredações de comércios e conflitos intensos com as forças de segurança. “Ah, foram muitos protestos, muito quebra-quebra, lojas quebradas, parada de ônibus. […] As polícias atirando, tudo. Foi feio”, relatou.
Frequência dos atos pelo país
Além de registrar ocorrências em Angers, o viajante acompanhou a situação em Paris e nas proximidades de Amiens, onde um monumento histórico foi incendiado dias antes. A rotina de marchas e paralisações tornou-se constante em território francês. “Tem protesto quase todos os dias, em toda a França. Como eu viajo muito por toda a França, circulo por quase toda a região aqui, do Norte, na Normandia e do centro da França, estou acompanhando de perto”, afirmou.
Insatisfação geral e crise econômica
As motivações para os atos envolvem desde a precariedade dos serviços essenciais até o encarecimento do custo de vida e da moradia. “Estão reivindicando por educação, saúde e melhores salários. Aluguel e compra de casa estão muito caros. Estão reivindicando por tudo”, disse.
As mobilizações começaram em setembro, lideradas por estudantes secundaristas, e ganharam força com a adesão de servidores públicos e trabalhadores, pressionando a gestão de Emmanuel Macron em meio a debates sobre o orçamento e o poder de compra.








