O candidato ao governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) chega ao 2º turno neste domingo (25) tentando inverter o placar registrado na primeira rodada de votação, no início do mês.
Panorama da disputa no Distrito Federal A disputa pelo Palácio do Buriti ocorre entre o postulante petista e a atual governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP), que obteve 49,93% dos votos válidos na etapa anterior. O representante do PT terminou a fase inicial na segunda colocação, somando 34,47% dos votos.
Caso saia vitorioso neste pleito, o político encerrará um jejum de 12 anos sem que o Partido dos Trabalhadores administre o executivo local, período que se estende desde o término da gestão de Agnelo Queiroz em 2014. Além do DF, outros cinco estados realizam votações suplementares para definir seus governadores: Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Acre e Tocantins.
Estratégias e palanque eleitoral Ao longo de ambas as etapas da corrida eleitoral, a estratégia do postulante baseou-se em apontar falhas na atual gestão, com forte ênfase nos problemas enfrentados pela saúde pública e pela instituição financeira regional.
Durante os debates, o candidato buscou se posicionar como uma alternativa de renovação para a administração pública e declarou que um eventual governo dele “não seria de esquerda, mas do povo”.
A movimentação política também incluiu a busca por novas adesões para a chapa. Na reta final, a campanha registrou a incorporação de apoios partidários e de lideranças políticas, além de contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em atos de rua na região de Ceilândia.
Trajetória e biografia do candidato Com 41 anos de idade, Leandro Grass nasceu na capital federal e passou sua infância e juventude na região administrativa do Guará. Academicamente, é graduado em Sociologia e mestre em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB), além de possuir especialização em Gestão Cultural.
Sua carreira abrange a atuação como professor, pesquisador e gestor público, com foco em iniciativas de educação e participação social. No cenário político institucional, foi eleito deputado distrital em 2018, período em que teve 27 projetos transformados em leis na câmara local.
Esta é a segunda vez que ele concorre ao cargo máximo do executivo distrital, após ter disputado o pleito anterior em 2022, quando terminou a disputa na segunda posição. Recentemente, também esteve à frente da presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), cargo que ocupou até março de 2026.








