O senador Flávio Bolsonaro (PL) compareceu às urnas logo cedo na manhã deste domingo (25/10), por volta das 8h20, na Escola Municipal Barão Homem de Mello, situada em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro. Acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, o candidato deu seu voto no início da abertura oficial do segundo turno das Eleições 2026.
Expectativa e tranquilidade
Após registrar seu voto, o parlamentar conversou com os profissionais de imprensa e demonstrou serenidade quanto ao pleito. “Agora está na mão de Deus. Fiz a minha parte. Povo brasileiro fez a sua parte. Agora é com você, eleitor, e com Deus. Obrigado. Felicidade”, disse.
Em seguida, o candidato reforçou críticas ao atual cenário socioeconômico do país e apontou a necessidade de uma transformação profunda na administração federal. “Eu acho que chegou a hora da mudança de verdade. Foi assim no primeiro turno que seja no segundo. O Brasil não aguenta mais quatro anos do jeito que está. A vida de todo mundo piorou. Então não tem porque continuar insistindo no erro. A esperança virou medo. Medo de andar na rua de noite, medo de ter o celular roubado, medo de ter a moto roubada, medo da geladeira vazia, medo de não conseguir pagar as contas que estão atrasadas”, ressaltou.
Trajetória até o segundo turno
A chegada do senador a esta etapa da disputa presidencial surpreendeu analistas, visto que sua candidatura enfrentou ceticismo e incertezas em seu lançamento. No entanto, o cenário mudou após ele superar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno realizado em 4 de outubro, quando obteve 56,1 milhões de votos, correspondentes a 47,03% dos válidos contra 45,16% do adversário, abrindo uma diferença de 2,2 milhões de votos.
Com a votação encerrada no Rio de Janeiro, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) embarcará ainda nesta manhã rumo a Brasília (DF). Na capital federal, ele acompanhará o restante do dia de votação e o avanço da apuração oficial logo após o fechamento das urnas às 17h.
Cenário de acirramento nas pesquisas
Embora o resultado inicial tenha impulsionado o plano do clã Bolsonaro de retomar o Palácio do Planalto, a corrida eleitoral segue acirrada. Os levantamentos mais recentes dos institutos Datafolha e Quaest, divulgados no sábado (24/10), apontam um empate técnico no limite da margem de erro, com Flávio somando 51% dos votos válidos frente aos 49% de Lula.
Indicado pelo pai — atualmente preso e inelegível após condenação por tentativa de golpe de Estado —, o candidato buscou adotar uma postura mais moderada durante a campanha. Paralelamente, manteve em sua plataforma a defesa pública de Jair Bolsonaro, o compromisso de buscar sua libertação e o embate político contra as decisões tomadas por ministros do STF em relação à sua família.








