Uma operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, realizada nesta quinta-feira (29), resultou na prisão de dois sobrinhos de Marcinho VP, um dos nomes mais influentes na cúpula do Comando Vermelho. A investigação aponta que os detidos atuavam como intermediários, facilitando a comunicação entre o traficante, que está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), e outros chefes da facção que seguem em liberdade.
H2: Detalhes da Operação Cesura A investida, denominada Operação Cesura, teve como objetivo principal interromper o fluxo de ordens que permitia ao detento exercer poder sobre a organização criminosa de dentro da unidade de segurança máxima. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, incluindo um novo mandado de prisão preventiva contra Marcinho VP, duas prisões temporárias contra seus sobrinhos e dois mandados de busca e apreensão. As diligências foram realizadas no Rio de Janeiro e em Belford Roxo, culminando no confisco de veículos e aparelhos celulares.
H3: Vínculos e enriquecimento ilícito Marcinho VP, que está recluso desde 1996 e foi transferido para o presídio de Mato Grosso do Sul em janeiro de 2024, acumula condenações por crimes como tráfico de drogas e homicídio. As investigações revelaram que um dos sobrinhos presos mantinha uma rotina de visitas constantes ao tio no presídio, após realizar articulações com um líder da facção que está foragido. Além do papel como mensageiro, um dos familiares detidos ocupava um cargo comissionado em uma Câmara Municipal da Baixada Fluminense. Segundo os investigadores, ele apresentou um crescimento patrimonial considerado incompatível com os seus rendimentos oficiais ao longo do último biênio.
H2: Origem das investigações O trabalho de inteligência que culminou nas prisões teve início a partir de provas compartilhadas pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, derivadas da Operação Red Fox, que investiga o tráfico internacional de armas pesadas e entorpecentes. A análise de dados de um integrante foragido da facção foi crucial para identificar como os parentes de Marcinho VP operavam como o elo de comunicação. A ação coordenada envolveu a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) e o Gaeco Nacional.








