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Dólar fecha a R$ 5,44 e tem maior alta semanal desde 2008

Moeda americana salta embalada por incertezas fiscais no Brasil e turbulências no mercado global de tecnologia.

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Dólar fecha a R$ 5,44 e registra maior alta semanal desde 2008

O encerramento de outubro foi marcado por forte volatilidade no cenário econômico nacional, com disparada expressiva do dólar e forte retração na bolsa de valores nesta sexta-feira (30). A moeda dos Estados Unidos subiu cerca de 1% e terminou o dia cotada próximo de R$ 5,45, ao passo que o Ibovespa apresentou queda de 0,75%, fechando aos 167,9 mil pontos.

Balanço semanal e mensal do mercado

No acumulado da semana, a divisa estrangeira registrou valorização superior a 9%, alcançando o maior patamar de alta semanal desde a crise financeira global de 2008. Em contrapartida, o principal índice da B3 sofreu sua pior derrocada semanal desde março de 2020, período que marcou o início da pandemia de covid-19.

Analisando o desempenho dos ativos ao longo do mês, o dólar fechou outubro com avanço de 5,27%, revertendo o cenário e acumulando alta de 0,81% no ano. Já o Ibovespa encerrou o período com perda de 9,88%, configurando o pior resultado mensal desde junho de 2022, quando o recuo atingiu 11,5%.

Fatores internos e o cenário político

No âmbito doméstico, o comportamento dos investidores refletiu os ajustes necessários após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As apreensões em torno da política fiscal brasileira e a indefinição sobre a composição da futura equipe econômica mantiveram o mercado em estado de alerta.

Além disso, a formação da Ptax de fim de mês no Banco Central gerou volatilidade na primeira metade do pregão. A busca por proteção cambial frente ao feriado prolongado de Finados também impulsionou a cotação da moeda americana.

Queda acentuada na bolsa de valores

O Ibovespa completou cinco sessões consecutivas de baixa nesta sexta-feira, encerrando aos 167.921,80 pontos e acumulando uma desvalorização semanal de 18,12%. A pressão vendedora intensificou-se após o pleito presidencial, culminando no acionamento do circuit breaker logo na segunda-feira (26).

A saída de capital estrangeiro agravou o quadro, com dados da B3 indicando uma retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros dias da semana.

Influência do mercado internacional

Fora do país, o ambiente desfavorável foi ditado pela cautela em relação a companhias de tecnologia e inteligência artificial nos Estados Unidos. Em Nova York, o índice S&P 500 recuou 1,82%, refletindo o pessimismo global e pressionando o câmbio de países emergentes, incluindo o Brasil.

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