Familiares de Evelyn Yasmin Souza de Jesus, de 17 anos, denunciam uma série de falhas no atendimento médico prestado à jovem após o nascimento de seu filho no Hospital da Mulher, em Feira de Santana, na Bahia. Desde que realizou uma cesariana no dia 3 de outubro, a paciente apresenta um estado de saúde delicado, motivando um conflito entre os responsáveis pela adolescente e a administração da unidade hospitalar.
O histórico de complicações pós-operatórias
A mãe da jovem, Carolina Souza de Jesus, relata que o quadro clínico se agravou logo na primeira internação, quando a paciente sofreu uma hemorragia severa, sendo necessária a transfusão de três bolsas de sangue e a administração de medicamentos específicos. Mesmo após a alta hospitalar concedida em 6 de outubro, a saúde de Evelyn não apresentou melhora. A família sustenta que a paciente retornou ao hospital com queixas de dores intensas e secreções na região da incisão cirúrgica, chegando a ter os pontos abertos durante um procedimento de drenagem realizado em 10 de outubro.
O impasse na regulação e a busca por transferência
Diante de novos episódios de sangramento e desmaios, a adolescente foi readmitida na unidade, sendo posteriormente transferida para o Hospital Estadual da Criança. Contudo, o processo de transferência para um novo centro de referência foi interrompido após a realização de uma tomografia que, segundo a equipe, não apresentou alterações.
Atualmente, a família busca suporte jurídico para garantir a transferência de Evelyn. O advogado Lucas Micheli afirma que a paciente continua debilitada e menciona a suspeita de perfurações intestinais, embora o diagnóstico ainda careça de confirmação documental.
Posicionamento do Hospital da Mulher
Em nota oficial, a direção do Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS) rebateu as críticas e afirmou que mantém acompanhamento constante da paciente. A instituição destacou que a complexidade de um caso clínico não deve ser confundida com falha na assistência.
Sobre as denúncias, o hospital declarou que: “A assistência prestada à paciente não se resume a uma interpretação isolada de acontecimentos ou a relatos publicados nas redes sociais.”
Além disso, a direção da unidade pontuou que: “O HIPS não aceita que a complexidade de um caso clínico seja transformada em acusações públicas sem a devida análise técnica dos fatos.”
Enquanto o caso segue sob análise jurídica, o recém-nascido permanece sob os cuidados do pai e apresenta boa saúde. A defesa da família prepara novas medidas para assegurar que a jovem receba o tratamento médico adequado.








