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Governo federal visita aldeias em MS após ameaças a indígenas

Ministros investigam denúncias de violência e risco de contaminação da água em comunidades Guarani Kaiowá na fronteira.

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Ministros visitam aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia, após denúncias de ameaças contra indígenas

Uma comitiva de alto escalão do governo federal chegou a Coronel Sapucaia, no Mato Grosso do Sul, neste sábado (31), com o objetivo de apurar denúncias de violência e ameaças contra populações originárias. A primeira parada da missão foi na aldeia Taquapery, território demarcado em 1928 que abriga aproximadamente 3,3 mil pessoas do povo Guarani Kaiowá em uma área de 2 mil hectares.

Missão ministerial e reforço na segurança A agenda conta com a presença do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello. As deputadas federais Sonia Guajajara e Célia Xakriabá também acompanham a comitiva. Enquanto lideranças indígenas dialogam com parte dos representantes do governo, o ministro da Justiça cumpre cronograma com forças de segurança para debater o incremento da proteção nos territórios, atendendo a uma ordem direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Tensão em Tacuru e investigação de ameaças No período da tarde, a comitiva segue para a aldeia Sassoró, localizada em Tacuru. O clima de instabilidade na região foi agravado por áudios que circularam em plataformas digitais, nos quais servidores municipais sugerem o envenenamento da água consumida pelos indígenas. Em um dos trechos, um dos interlocutores diz: “Tem que matar essas pragas na água”.

Os dois funcionários públicos, lotados nas secretarias de Infraestrutura e Meio Ambiente, foram afastados de seus cargos e são alvo de processos administrativos. O temor na comunidade é elevado, visto que, conforme relatou o cacique da aldeia Sassoró, Ivan Montiel, praticamente todos os moradores utilizam poços artesianos para o acesso à água potável.

Atuação das autoridades competentes A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União estão monitorando o caso. Até o momento, as perícias não encontraram sinais de contaminação na rede de abastecimento. Para conter a escalada da violência, a Força Nacional de Segurança Pública reforçou sua presença na região. Ao final das visitas, os ministros concederão uma entrevista coletiva em Dourados para detalhar as ações de proteção à integridade dos povos indígenas.

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