–:–:–
Conecte-se conosco

Queimadas no Pará: fumaça trava aviões e força reforço aéreo

Visibilidade crítica em Mojuí dos Campos exige mudança estratégica e uso de helicópteros no combate aos focos de incêndio florestal.

3 visualizações
Fumaça prejudica voos de aviões do Ibama e helicóptero é convocado para conter chamas no Pará

A operação de combate aos incêndios florestais no oeste do Pará enfrenta um obstáculo severo: a densa camada de fumaça que encobre a região. Em Mojuí dos Campos, a visibilidade reduzida comprometeu a atuação dos aviões do modelo Air Tractor, responsáveis pelo lançamento de água sobre as chamas. Para contornar a limitação, um helicóptero foi incorporado à força-tarefa, assumindo o papel estratégico de mapeamento e contenção do fogo em áreas onde o acesso ficou perigoso.

Mudança estratégica e novos desafios

Desde o último sábado, uma frota contratada pelo Ibama e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) atua na região. O cenário registrado pelas equipes é desolador, com grandes extensões de mata carbonizadas e colunas de fumaça que sobem intensamente para a atmosfera. A gravidade da situação em Alter do Chão forçou um remanejamento urgente: aeronaves que operavam em Mojuí dos Campos foram deslocadas para proteger a savana, deixando as equipes em solo sob maior pressão e com menor suporte aéreo imediato.

Impacto da estiagem na Amazônia

A crise é agravada pela seca severa que atinge a bacia amazônica. O registro aéreo das tripulações evidencia o nível crítico dos rios, com bancos de areia expostos em locais onde antes havia fluxo constante de água. Com a umidade do ar extremamente baixa e a vegetação ressecada, o risco de ignição é constante, transformando pequenas fagulhas em incêndios de grandes proporções que exigem um esforço exaustivo e coordenado entre brigadistas, bombeiros e pilotos.

Riscos à segurança de voo

A operação de aeronaves em solo paraense tornou-se uma atividade de alto risco. A fumaça acumulada não apenas dificulta a precisão dos lançamentos de água, mas ameaça diretamente a segurança das tripulações durante as manobras de voo baixo. O monitoramento das condições climáticas e da propagação das chamas segue sendo o principal desafio para evitar que o fogo continue a destruir as áreas de preservação ambiental no estado.

Mais em Pará

Ver tudo →