O primeiro dia de paralisação do transporte coletivo em Palmas foi marcado por fortes impactos para os passageiros e um embate jurídico entre a gestão municipal e a entidade sindical.
Movimentação intensa nas estações de ônibus
Com a paralisação iniciada às 4h desta terça-feira (3), após aprovação em assembleia realizada em 23 de outubro, a Estação Xerente registrou superlotação logo nas primeiras horas da manhã. No entanto, o cenário mudou no período noturno, com um fluxo considerado tranquilo para o retorno dos passageiros na Estação Apinajé.
Motivos da paralisação e impasse salarial
A categoria cobra a aplicação imediata do piso salarial estabelecido na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026. Segundo os condutores, a Sancetur, empresa concessionária responsável pelo serviço, evitou apresentar novas propostas nas tratativas mediadas pelo Ministério Público do Trabalho desde o mês de junho.
Decisão judicial e acusação de descumprimento
A administração municipal obteve uma liminar junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) ainda no sábado (31). A determinação jurídica exigia a operação de 80% da frota de coletivos e do quadro de funcionários nos horários de pico — das 5h30 às 8h30 e das 17h às 20h —, além de 70% nos demais períodos do dia.
Entretanto, o governo municipal apontou o descumprimento das regras estabelecidas e sinalizou que voltará a acionar a Justiça. Em nota oficial, o município declarou: “Embora a paralisação esteja relacionada a uma questão trabalhista entre o Sintromet e a concessionária, a Prefeitura reafirma seu compromisso com a qualidade do transporte coletivo e espera que as partes busquem uma solução por meio do diálogo e da negociação”.
Posição do sindicato e próximos passos
Por sua vez, o Sindicato dos Motoristas do Estado do Tocantins (Sintromet) pontuou que a greve não foi suspensa ou proibida pela Justiça, que apenas estipulou as taxas mínimas de operação sob ameaça de multa diária fixada em R$ 30 mil.
A entidade sindical garantiu que acatará a exigência de manter 80% dos veículos nos picos e 70% nos demais horários enquanto a medida vigorar, embora vá recorrer da determinação para tentar diminuir os percentuais e alterar o método de cálculo. Uma nova mesa de negociação entre os envolvidos está agendada para esta quarta-feira (4).








