O governo do Acre formalizou o início dos procedimentos para a transição administrativa com a nomeação de Madson de Castro Cameli como coordenador-geral. A medida foi estabelecida por meio do decreto nº 16.694, divulgado em uma edição suplementar do Diário Oficial do Estado (DOE) na última terça-feira (3).
Perfil do novo coordenador
Madson Cameli, que é marido da governadora Mailza Assis (PP), possui formação acadêmica em Teologia e Matemática, além de mestrado em Teologia. Sua trajetória profissional abrange áreas como gestão pública, assistência social e articulação institucional. Entre suas experiências anteriores, destacam-se a atuação como diretor do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) em Cruzeiro do Sul, além de funções como gerente administrativo e chefe de gabinete parlamentar. Antes de assumir a coordenação da transição, Madson já exercia a função de chefe do gabinete pessoal da governadora, cargo que ocupa desde abril, quando Mailza assumiu o Executivo estadual após a renúncia de Gladson Cameli.
Estrutura da comissão de transição
O comitê encarregado de preparar o próximo ciclo de gestão é composto por 15 membros. Além de Madson Cameli, a equipe conta com Cristovam Pontes de Moura, atual titular da Casa Civil, ocupando o posto de coordenador-adjunto, e Ítalo Cesar Soares de Medeiros, que atuará como secretário-executivo. O grupo integra diversos quadros da atual estrutura estatal, incluindo nomes como Jonathan Santiago, João Paulo Silva, Luiz Calixto e Ney Amorim.
Metas e cronograma de trabalho
A comissão tem como atribuição principal realizar um mapeamento detalhado sobre a situação orçamentária, financeira e administrativa do Estado. O trabalho envolve a análise minuciosa de convênios, contratos vigentes e projetos em curso, visando assegurar a continuidade dos serviços públicos. O cronograma prevê reuniões semanais entre os integrantes, com a entrega do relatório final à governadora agendada para o dia 5 de janeiro de 2027.
O processo ocorre após a vitória de Mailza Assis nas eleições de 2026, onde garantiu seu mandato próprio para o quadriênio 2027-2030, alcançando 272.635 votos, o equivalente a 66,21% dos votos válidos.








