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Alcolumbre rebate questionamentos sobre urnas e critica ataques

Presidente do Senado aponta contradição de parlamentares que aceitaram resultados do primeiro turno, mas contestam a vitória de Lula.

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Alcolumbre crítica quem contesta resultado eleitoral: "No 1º turno prestou"

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, manifestou forte desaprovação contra parlamentares que colocam em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Durante sessão realizada nesta quarta-feira (4/11), o senador destacou a incoerência daqueles que validaram o processo no primeiro turno, mas passaram a questioná-lo após a definição da disputa presidencial.

A contradição sobre as urnas eletrônicas

Para Alcolumbre, a postura de setores do Partido Liberal (PL) revela um oportunismo político. O parlamentar lembrou que o sistema eletrônico de votação garantiu a eleição de uma bancada expressiva de aliados do ex-presidente, mas o discurso mudou drasticamente assim que o resultado das urnas não favoreceu o grupo.

“Abriu as urnas e ganharam a eleição, mas o pior de tudo isso é que no primeiro turno a urna eletrônica prestou. Ela serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição, serviu para eleger 20 e tantos senadores, ela serviu para comemorar uma eleição vitoriosa do adversário do presidente Lula, e quando abriu no segundo turno, não prestou mais a urna”, afirmou o presidente.

Tensão no plenário e ataques pessoais

A fala de Alcolumbre foi uma resposta direta ao líder do PL, Carlos Portinho, que cobrava o cumprimento de acordos legislativos e saiu em defesa da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. O presidente do Senado aproveitou a oportunidade para condenar a prática de ataques pessoais que, segundo ele, têm substituído o debate democrático no Legislativo.

O parlamentar lamentou que a agressividade tenha se tornado um método para angariar apoio popular. “Algumas vezes, alguns colegas nossos passam apenas do debate para as agressões em relação a esta presidência. Infelizmente, muitos atores políticos do meu país chamado Brasil se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas”, relatou.

A estratégia do conflito

Ao encerrar seu posicionamento, Alcolumbre reforçou que a retórica baseada em embates constantes contra as instituições foi o combustível eleitoral de muitos congressistas, resultando em um ambiente de polarização que, na sua visão, prejudica o país.

“E para minha tristeza e de milhões de pessoas, ganharam as eleições, com base em alguma agenda específica, fosse ela contra o Judiciário, fosse ela contra o Executivo, fosse ela contra o presidente do Senado Federal, porque dava voto na eleição”, completou.

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