O Ministério Público da Bahia (MP-BA) formalizou a denúncia à Justiça contra os dois homens apontados como autores do sequestro de um bebê de 11 meses na cidade de Firmino Alves, localizada no sul do estado.
Crimes imputados aos suspeitos
Conforme apurado, além do crime de sequestro, Gildemar Alves dos Santos e Maianderson da Silva Santos também podem responder judicialmente por condução de veículo com sinal identificador adulterado e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.
O órgão ministerial destacou por meio de nota que mais informações não podem ser concedidas, pois o processo é sigiloso. Cabe agora ao Poder Judiciário avaliar se aceita ou rejeita a acusação formal. Caso a denúncia seja acatada, os investigados se tornarão réus e serão submetidos a julgamento. Atualmente, ambos permanecem custodiados no sistema prisional baiano, aguardando os desdobramentos legais.
Relembre a dinâmica do crime
O caso teve início na noite de 13 de outubro, quando a criança foi levada por um indivíduo armado em uma praça do município. Na ocasião, o menino estava acompanhado pelo irmão, um adolescente de 15 anos que acabou sendo abordado pelo criminoso. O pai do bebê trabalhava nas proximidades, em uma barraca de lanches, e tentou perseguir o automóvel utilizado na fuga, mas não conseguiu alcançá-lo.
As diligências policiais resultaram na localização da vítima exatamente um dia depois, em 14 de outubro, dentro de uma barraca de praia situada na zona sul de Ilhéus. Para dificultar o reconhecimento, o bebê teve o cabelo pintado pelos suspeitos durante o período em que esteve desaparecido.
Prisão em flagrante e apreensões
Ainda no dia em que a criança foi resgatada, a dupla foi interceptada e presa em flagrante por agentes de segurança na rodovia BA-130, na altura do município de Ibicuí, também no sul baiano.
A atuação policial teve início após a constatação de que os suspeitos viajavam em um carro com características idênticas às do veículo empregado no crime. Durante a revista veicular, as equipes confiscaram um revólver e diversos suprimentos infantis, incluindo fraldas, leite em pó, lenços umedecidos, mamadeiras e chupetas.
A inspeção nos sistemas oficiais revelou ainda inconsistências entre a placa e a numeração do chassi do automóvel, que ostentava restrição judicial de circulação. Após o resgate e o acolhimento necessário, a criança permaneceu internada por três dias em uma unidade de saúde, recebendo alta médica em 17 de outubro.








