O advogado Higor Figueiredo e Lagreca, de 29 anos, detido sob a acusação de importunação sexual contra uma jovem de 20 anos nas dependências do Shopping Pantanal, na capital mato-grossense, obteve liberdade provisória nesta quinta-feira (5). A determinação ocorreu após a realização de sua audiência de custódia, um dia após sua prisão em flagrante.
Audiência de custódia e decisão judicial A medida que garantiu a soltura do investigado foi expedida pelo magistrado Leonardo de Araújo Costa Tumiati, integrante do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.
Dinâmica da prisão no centro de compras Conforme informações repassadas pela Polícia Militar, o profissional do direito ingressou no sanitário feminino no momento em que a vítima realizava a troca de vestimentas. Diante do questionamento, o suspeito teria se negado a se retirar do espaço, proferindo comentários de cunho sexual. Outras duas frequentadoras também formalizaram queixas contra o homem.
Relatos das vítimas e intervenção O boletim de ocorrência detalha que a jovem solicitou a saída do indivíduo, que acabou trancando a porta e impedindo a circulação. No decorrer do episódio, ele teria dito a frase “você é muito gostosa”, gerando pavor na vítima.
Uma testemunha de 36 anos tentou intervir para cessar a confusão, mas acabou sendo alvo de xingamentos e chamada de “vagabunda”. A gerência do centro comercial, de 35 anos, também relatou que sofria investidas do suspeito. A equipe de segurança privada foi acionada antes mesmo da chegada das autoridades policiais devido à conduta hostil.
Resistência e ameaças aos policiais Durante a intervenção, os agentes constataram indícios de embriaguez. O homem desacatou as ordens e reagiu à abordagem, exigindo o emprego de força física e o uso de algemas.
Mesmo no interior da viatura policial, o suspeito prosseguiu com as ofensas, alegando ser descendente de uma autoridade ministerial e proferindo ameaças contra a guarnição. Já na delegacia, desferiu chutes contra o veículo oficial e continuou as agressões verbais.
O inquérito policial foi remetido à Polícia Civil, que conduz as apurações relativas aos crimes de importunação sexual, resistência à prisão, desacato e injúria.








