Uma força-tarefa liderada pelo Ministério Público de São Paulo desarticulou nesta sexta-feira um esquema criminoso voltado para a prática de agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e falsidade documental no interior paulista.
Como atuava a rede criminosa A investigação aponta que a organização criminosa emprestava recursos financeiros de forma ilegal e exigia bens de raiz como forma de garantia, resultando na expropriação de propriedades daqueles que não conseguiam quitar os valores.
Alvos e mandados judiciais Para cumprir as ordens da Justiça, foram autorizadas 11 prisões preventivas e 24 mandados de busca e apreensão, atingindo endereços em nove bairros da cidade, incluindo Cambuí, Jardim Chapadão, Parque Prado, Nova Campinas, Nova Europa, Taquaral, Vila dos Plátanos, Vila Lemos e Vila São Bernardo. Entre os alvos das ordens de prisão está um escrevente lotado em um cartório de notas local.
Dinâmica das fraudes O modus operandi consistia no oferecimento de crédito particular com exigência de garantia imobiliária por meio de contratos com cláusulas de alienação fiduciária, permitindo a apropriação do bem em caso de inadimplência. O grupo contava com divisão de tarefas entre captação de clientes, elaboração contratual, gestão financeira e cobrança, além do uso de empresas de fachada e laranjas para ocultar o patrimônio.
Bloqueios financeiros Como desdobramento das diligências, a Justiça decretou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de propriedades ligadas aos investigados, além do afastamento temporário de um servidor público de suas funções.
A ação foi batizada de Operação Shylock em referência à obra “O Mercador de Veneza”, de William Shakespeare, e contou com a coordenação do Gaeco juntamente com o apoio operacional da Polícia Militar e da Polícia Civil.








