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Idoso é preso após sabotar retroescavadeira em Juiz de Fora

Ação drástica tentou evitar a derrubada de quitinetes irregulares apontadas como risco para escola vizinha

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VÍDEO: Homem é preso após colocar palitos de dente em retroescavadeira para impedir demolição em Juiz de Fora

Um homem de 74 anos foi preso nesta sexta-feira (6) após inserir palitos de dente no sistema de ignição de uma retroescavadeira e atirar pedras contra o maquinário para barrar a demolição de duas quitinetes situadas nos fundos de um terreno na Rua Olímpio Reis, no Bairro Santa Helena, em Juiz de Fora.

Risco estrutural e histórico de interdições

De acordo com a administração municipal, o suspeito é dono das edificações, que vinham sendo derrubadas por ordem da Justiça em razão do perigo iminente apontado pela Defesa Civil após os temporais de fevereiro.

A propriedade havia sido interditada depois que uma vistoria detectou quatro pontos de deslizamento na encosta. Conforme o Executivo local, o cenário de vulnerabilidade colocava em risco a integridade física de alunos e funcionários da Escola Estadual Maria das Dores de Souza, situada exatamente abaixo da área afetada.

A escalada do conflito e a prisão

Conforme o registro de ocorrência da Polícia Militar, os agentes foram chamados pela primeira vez durante a manhã da última sexta-feira (6) porque o morador estaria obstruindo o cumprimento do mandato judicial e impedindo uma vistoria cautelar. Na ocasião, após diálogo com os policiais, ele prometeu que não atrapalharia mais os trabalhos.

Três horas mais tarde, contudo, a equipe policial foi acionada novamente. Relatos dos operadores que atuavam no local indicam que o idoso atirou uma pedra contra a máquina enquanto o operador trabalhava a cerca de 20 metros de altura.

A pedra atingiu o vidro de proteção da cabine e, segundo os relatos repassados aos agentes, o impacto gerou um susto tão grande que por pouco não provocou o tombamento do veículo pesado. Apesar do susto, nenhum funcionário ficou ferido na ação.

Obras embargadas e ordem de demolição

A Prefeitura informou ainda que o proprietário acumulava um histórico de intimidações e agressões contra servidores públicos e demais profissionais mobilizados nas obras, além de ter gerado tumulto em uma audiência de conciliação ocorrida na última terça-feira (4).

A construção das duas quitinetes nos fundos do terreno havia sido embargada em março de 2026. A administração municipal aponta que, mesmo com a ordem expressa de paralisação, os trabalhos foram finalizados e os espaços acabaram sendo disponibilizados para locação.

Diante da desobediência às normas de segurança e da persistência do perigo estrutural, o Ministério Público emitiu uma recomendação favorável à derrubada das edificações, pleito que foi aceito pela Justiça. O caso foi registrado na Polícia Militar e segue sob acompanhamento das autoridades competentes.

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