Uma das boias de sinalização do Porto Piauí, situado em Luís Correia, no litoral do estado, desprendeu-se de sua base de ancoragem e acabou encalhando na faixa de areia da praia Canto do Vieira.
Resgate e ausência de feridos
As equipes operacionais do terminal marítimo localizaram rapidamente o equipamento e já iniciaram os trabalhos para a recuperação da estrutura. Apesar do incidente náutico, a administração confirmou que não houve registro de acidentes ou feridos durante a ocorrência.
Investigação das causas
De acordo com esclarecimentos oficiais, o problema ocorreu na madrugada de sexta-feira (6), em um período sem movimentação de operações portuárias. As investigações apontam que a principal hipótese para a soltura envolve danos provocados por barcos de pesca e de passeio.
O sistema de segurança do complexo flagrou repetidas vezes essas embarcações utilizando o material náutico para fixação durante a noite.
Uso indevido e vandalismo
Sobre essa situação, o complexo portuário emitiu um posicionamento oficial detalhando o problema enfrentado na região litorânea.
“As bóias e as estruturas que as prendem não foram projetadas para este uso, que causa uma tração adicional sobre o equipamento, e já reforçamos a instrução à comunidade local que persiste neste ato de vandalismo ao nosso patrimônio”, diz o comunicado.
Fatores climáticos extremos
Além da prática irregular identificada pelas câmeras de segurança, a administração apontou que as rajadas de vento na área ultrapassaram em mais de 50% as previsões estabelecidas no projeto original de implantação da sinalização.
Embora os materiais empregados inicialmente estivessem em conformidade com as estimativas técnicas para a localidade, o cenário climático atípico registrado este ano superou os parâmetros previstos.
Medidas de segurança
Para evitar novas ocorrências semelhantes, a gestão portuária anunciou a aquisição de novos cabos e poitas, que consistem em estruturas de concreto pesadas destinadas à fixação de equipamentos no leito marinho. A meta é garantir maior robustez à ancoragem.
Por fim, a companhia reiterou que segue dedicada à salvaguarda da vida no mar e à total segurança da navegação na região.








