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Mãe confessa morte de filhos no PR e dirige 2 horas com corpos

Investigação aponta disputa judicial pela guarda como possível motivação para o crime bárbaro no Norte Pioneiro.

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Mãe que matou filhos asfixiados no Paraná dirigiu por mais de duas horas com corpos das crianças após o crime

Uma tragédia chocou o estado do Paraná após uma mulher confessar o assassinato dos próprios filhos, de 1 e 5 anos, por asfixia. Franciele Gawleta percorreu mais de 145 quilômetros de carro com as vítimas após o crime, ocorrido em Arapongas, até abandonar o automóvel próximo a uma ponte na divisa entre Bandeirantes e Itambaracá.

Detalhes da rota e prisão da suspeita

De acordo com a Polícia Civil, o delegado Denner Roque explicou que as crianças foram sufocadas na residência da família. Em seguida, a motorista cruzou a região por mais de duas horas com os corpos no veículo, escolhendo o município onde parentes residiam para facilitar a localização dos pequenos.

Os restos mortais foram encontrados no dia da prisão em flagrante da suspeita, que foi localizada nas proximidades de um pesqueiro. Antes de ser detida pelas autoridades, a criminosa enviou mensagens de áudio a um familiar avisando sobre o paradeiro do automóvel.

Disputa pela guarda e investigação policial

As autoridades policiais revelaram que os genitores travavam uma batalha jurídica pela guarda dos menores. Enquanto o pai residia em Itambaracá, a mãe morava em Arapongas.

“A motivação, até foi nossa principal vertente [de investigação], foi de uma tentativa de não permitir que o pai tivesse qualquer contato com essas crianças, vivas ou mortas”, informou o delegado.

Apesar da linha de investigação apontar para o litígio familiar, a confirmação oficial da motivação ainda depende do avanço das apurações. Os corpos foram encaminhados à Polícia Científica para exames periciais.

Posicionamento da defesa

Procurada para comentar o caso, a defesa da suspeita, representada pela advogada Nádia Guaita Calixto Alves, enviou nota oficial afirmando que “os acontecimentos estão sendo apurados no devido processo legal, oportunidade em que todas as alegações serão devidamente contraditadas e comprovadas”.

O comunicado completo da defesa ressalta ainda: “A assessoria jurídica da acusada, FRANCIELE GAWLETA, vem, diante dos noticiários veiculados pela imprensa, esclarecer que os acontecimentos estão sendo apurados no devido processo legal, oportunidade em que todas as alegações serão devidamente contraditadas e comprovadas, com base na verdade real e nos elementos constantes dos autos. A Sra. Franciele tem total confiança nas instituições e no Poder Judiciário, bem como presta seu compromisso com a cooperação integral face às autoridades competentes. Salientamos que precipitadas conclusões emitidos neste momento revelam-se prematuras, especulativas, temerárias e prejudiciais aos direitos fundamentais da personalidade e à garantia constitucional da presunção de inocência. Por fim, a defesa permanece à disposição da imprensa séria para prestar os esclarecimentos que forem cabíveis, dentro dos limites éticos da advocacia e do sigilo processual”.

O inquérito segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o duplo homicídio.

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