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Simulador de videogame treina operadores de porto em SC

Tecnologia que reproduz tempestades e ventos fortes acelera em 40% a capacitação de novos funcionários sem parar as operações.

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Experiência de 'videogame' simula transporte de cargas sob chuva e vento forte para agilizar preparo de operadores em porto de SC

Novos colaboradores de um dos principais terminais marítimos do país, localizado no litoral catarinense, estão utilizando tecnologias inspiradas em videogames para aprender a manobrar guindastes, empilhadeiras e carretas sob condições climáticas extremas, como chuva intensa e ventos fortes.

Tecnologia avançada reduz tempo de preparo

Adquiridos recentemente pelo Porto de Navegantes (Portonave), os simuladores recriam cenários desafiadores que incluem neblina, luz solar ofuscante, período noturno e eventuais falhas mecânicas. De acordo com o gerente de tecnologia portuária, Jardel Fisher, os equipamentos reduzem em 40% o tempo de capacitação de um colaborador.

Um dos grandes diferenciais da ferramenta é permitir a instrução de equipes sem a necessidade de paralisar as atividades cotidianas, garantindo que o terminal siga funcionando ininterruptamente.

“O porto faz movimentações durante todo dia, é 24 horas, sete dias por semana, a operação não para. Navio não pode parar. O portador, demanda a carga dele, então o terminal não para”, resumiu Fisher.

Estrutura dos treinamentos virtuais

O complexo portuário conta com quatro sistemas voltados para etapas essenciais da logística: condução de carretas, manuseio de empilhadeiras, operação de guindastes ship-to-shore (portêineres) e de guindastes Rubber Tyred Gantry (transtêineres).

Para completar a preparação, cada novo funcionário passa por 16 horas de teoria, 40 horas nas plataformas simuladas e 184 horas de prática diretamente nos maquinários reais.

O sistema imita fielmente a realidade por meio de volantes, assentos dinâmicos e joysticks idênticos aos encontrados nas máquinas, além de exibir imagens do próprio terminal catarinense em vez de cenários genéricos.

“Quando você compra, especifica esse simulador. Você vai dizer: ‘Olha, eu trabalho com os guindastes de tal fabricante e com tal tecnologia naqueles guindastes’. Então, ele pode vir já customizado para apresentar o nível de realismo mais próximo da realidade operacional dos equipamentos que nós já trabalhamos”, completa Fisher.

Prevenção de acidentes e situações de risco

Além de otimizar o tempo, o ambiente virtual permite expor os alunos a situações de perigo controlado, testando reflexos diante de imprevistos como contêineres travados em carrocerias ou forte oscilação de cabos de aço provocada pelo vento.

“Eu vou criar exercícios simulados que talvez na prática seriam muito complexos, muito arriscados de ele exercitar isso e efetivamente ter um acidente real acontecendo”, disse Fisher.

“Há estudos que dizem que reduz em até 35% o número de acidentes por conta de operadores não capacitados irem para uma operação real sem a devida capacitação”, declarou o gerente de tecnologia portuária.

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