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Polícia busca suspeito de dois feminicídios no Tocantins

Investigado atraía mulheres em situação de vulnerabilidade, mantinha relacionamento e fugia com bens das vítimas após cometer os crimes.

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Suspeito de dois feminicídios no TO atraía mulheres vulneráveis antes de cometer crimes, diz polícia

A Polícia Civil do Tocantins intensificou as buscas por Júlio César de Oliveira, de 41 anos, conhecido como “Parazinho”. O homem é apontado como o principal investigado por dois feminicídios ocorridos em cidades do interior do estado. A delegada Jeannie Daier Andrade confirmou que as diligências tiveram início imediatamente após o registro do crime mais recente, ocorrido na madrugada desta sexta-feira (6), em Cristalândia.

Modus operandi e histórico criminal

As investigações revelam um padrão de comportamento perigoso adotado pelo suspeito. Ele costumava se estabelecer em municípios menores, onde buscava se aproximar de mulheres em situação de vulnerabilidade social. Após iniciar relacionamentos afetivos e conquistar a confiança das vítimas, ele passava a residir com elas. O desfecho dos casos seguia uma rotina cruel: após o crime, o suspeito fugia durante a madrugada, subtraindo dinheiro, cartões bancários e pertences das mulheres.

O histórico de Júlio César é extenso. Segundo a corporação, ele já possui condenações anteriores por roubo, furto qualificado, receptação e violência doméstica. Além disso, o indivíduo responde a inquéritos e processos judiciais que apuram crimes graves, incluindo latrocínio, feminicídio e furto.

Dificuldades na prisão e pedidos de denúncia

A Justiça chegou a expedir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra o suspeito no dia 7 de outubro. Contudo, o cumprimento das ordens judiciais foi condicionado ao término do período eleitoral. Na última sexta-feira (6), agentes tentaram localizar o homem na residência de sua mãe, mas ele não foi encontrado e permanece foragido.

A Polícia Civil solicita o apoio da sociedade para capturar o investigado e prevenir novos episódios de violência. As autoridades garantem o sigilo absoluto das informações prestadas pelos cidadãos. Denúncias podem ser feitas pelos telefones (63) 3901-7428 (Delegacia de Barrolândia), (63) 3901-7499 (Delegacia de Cristalândia) ou pelo WhatsApp (63) 99127-0152.

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