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Museu do Café em Santos inaugura mostra sobre imigração japonesa

A exposição Sem distância entre nós celebra a relação entre a cultura nipônica e a cafeicultura com obras feitas de materiais inusitados.

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Imigração japonesa e história do café inspiram exposição gratuita em Santos

O Museu do Café, localizado no Centro Histórico de Santos, abre neste sábado (7) a exposição Sem distância entre nós. A mostra estabelece um diálogo artístico entre o legado da imigração japonesa e o desenvolvimento da cafeicultura nacional, ocupando o icônico Salão do Pregão, local que historicamente abrigou as negociações da antiga Bolsa Oficial de Café. O público poderá visitar a exposição gratuitamente até 24 de abril de 2027.

Arte e memória na cafeicultura

A curadoria da mostra é assinada por Marcio Harum e Monica Hirano, reunindo criações das artistas paulistanas Claudia Kiatake e Cristina Suzuki. A colaboração entre a dupla teve início em 2022, durante uma exibição realizada no Museu da Imigração, na capital paulista. O conjunto da obra utiliza elementos orgânicos e industriais, como sacas, juta, filtros de papel e borra de café, para criar instalações, fotografias e peças conceituais que refletem sobre a trajetória histórica dos imigrantes.

Destaques das obras expostas

Claudia Kiatake explora a tridimensionalidade com instalações que alcançam até seis metros de comprimento. Seu trabalho foca na exploração de texturas e contrastes, utilizando os insumos da cadeia produtiva do café como matéria-prima principal. Complementarmente, Cristina Suzuki integra fotografia e elementos audiovisuais para investigar temas como identidade e memória coletiva, incluindo a estreia de uma peça inédita confeccionada a partir da borra de café.

O contexto histórico da imigração

A relação entre a comunidade japonesa e o litoral paulista é um pilar central da exposição. O marco inicial dessa trajetória ocorreu em 18 de junho de 1908, quando o navio Kasato Maru atracou no Porto de Santos trazendo 781 imigrantes após uma jornada de mais de 50 dias. Com o passar das décadas, a presença nipônica se consolidou em diversos bairros santistas, como Ponta da Praia, Marapé e Macuco, com forte atuação na pesca e no cultivo de hortifrutigranjeiros. O período também recorda os desafios enfrentados pela comunidade durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil e o Japão ocuparam posições opostas no conflito global.

Serviço

O Museu do Café fica na Rua XV de Novembro, 95. A visitação ocorre de segunda a sábado, das 9h às 18h, e aos domingos, das 10h às 18h, com a bilheteria encerrando as atividades às 17h. Detalhes adicionais sobre a programação podem ser consultados no site oficial da instituição.

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