Gilmar Mendes critica acusações contra o resultado da eleição: “Bravatas”
Ministro do STF detalhou algumas das auditorias realizadas nas urnas eletrônicas durante os dois turnos das eleições deste ano
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou as redes sociais, na noite deste sábado (7/11), para criticar as acusações contra o resultado do segundo turno das eleições.
Na postagem, ele destaca que ocorreram “três auditorias, realizadas em todos os estados, nos dois turnos” e disse que as alegações de que a eleição foi fraudada são todas “em vão”. Gilmar usou, ainda, termos como “acusações levianas” e “bravatas” para se referir ao que classifica como “falsas narrativas contra o pleito”
“Há mais de 20 anos o sistema se submete a testes como esses, sem que jamais se tenha constatado um único indício de manipulação”, ressaltou o ministro.
Veja íntegra da publicação:
Diante de acusações levianas lançadas contra o resultado das eleições, que apenas revelam intenções espúrias ou alheamento da realidade de quem as propaga, é preciso reafirmar algumas obviedades sobre a urna eletrônica, que há 30 anos garante eleições limpas no Brasil.
As eleições de 2026 foram acompanhadas por missões internacionais. A da OEA, com 179 observadores, a maior já realizada no Brasil, constatou que os resultados divulgados pelo TSE coincidem com as informações colhidas em campo e afirmou “não ter dúvidas quanto à integridade dos dados oficiais”. Para o Carter Center, organização norte-americana de referência mundial em observação eleitoral, o processo foi “bem-organizado e transparente, com oportunidades de fiscalização por partidos políticos e eleitores”.
O TSE convidou ainda dezenas de especialistas estrangeiros. Um deles, Daniel Zovatto, ex-diretor do IDEA Internacional para a América Latina, acompanhou em Brasília as auditorias e as descreveu como um mecanismo rigoroso, gravado em tempo real para assegurar máxima transparência.
São três auditorias, realizadas em todos os estados, nos dois turnos. O Teste de Autenticidade confirma que o programa instalado na urna é o mesmo que foi assinado digitalmente e lacrado em cerimônia pública. O Teste de Integridade, com e sem biometria, confirma que a urna conta exatamente os votos que recebe. Urnas retiradas de seções de diferentes regiões de cada estado recebem, ao longo do dia, votos previamente escritos por fiscais de diferentes partidos em cédulas de papel, e no fim o resultado é conferido voto a voto. Na modalidade com biometria, a urna é liberada pela digital de eleitores reais da própria seção, convidados a participar depois de votarem, tal como na votação oficial.
Os partidos políticos estão no centro dessa auditoria. São eles, ao lado do Ministério Público, da Defensoria Pública e da OAB, que escolhem quais urnas serão testadas, e podem acompanhar cada etapa, da escolha das seções à conferência final. Esse direito foi assegurado a todos, da situação e da oposição, inclusive ao partido do candidato derrotado no segundo turno. Os trabalhos foram acompanhados ainda por auditores do TCU em todos os estados, e a auditoria foi transmitida ao vivo no YouTube.
Há mais de 20 anos o sistema se submete a testes como esses, sem que jamais se tenha constatado um único indício de manipulação. O partido do candidato derrotado, que teve amplas possibilidades de participar de todas as auditorias, elegeu com essas mesmas urnas as maiores bancadas da Câmara e do Senado, além de seis governadores. Ainda assim, há quem alimente agora falsas narrativas contra o pleito.
Tudo em vão. Ao longo dos anos, a Justiça Eleitoral prestou serviços relevantes à nação e construiu uma reputação de excelência, reconhecida por organismos internacionais, que não será tisnada por aleivosias como essas. A sociedade brasileira sabe apartar as bravatas do discurso sério e responsável.
— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) November 7, 2026
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Gilmar Mendes lembrou ainda que o PL, partido do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno das eleições, “elegeu com essas mesmas urnas as maiores bancadas da Câmara e do Senado, além de seis governadores”.
“Ao longo dos anos, a Justiça Eleitoral prestou serviços relevantes à nação e construiu uma reputação de excelência, reconhecida por organismos internacionais, que não será tisnada por aleivosias como essas. A sociedade brasileira sabe apartar as bravatas do discurso sério e responsável”, pontuou.








