O Porto de São Francisco do Sul, principal terminal catarinense em movimentação de cargas, aplicou R$ 558 milhões em melhorias estruturais e tecnológicas nos últimos quatro anos. O balanço foi apresentado pelo presidente da instituição, Cleverton Vieira, durante o encerramento do Congresso Internacional de Desempenho Portuário (Cidesport), realizado em Florianópolis.
Avanços na infraestrutura e dragagem
Durante o painel voltado a práticas de sucesso na gestão portuária, o dirigente detalhou as intervenções realizadas desde 2023. Entre as principais iniciativas está a dragagem de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga. Iniciada em 2025 e finalizada em outubro, a obra utilizou os sedimentos removidos para o engordamento da Praia de Itapoá, contando com um financiamento de R$ 300 milhões viabilizado pelo Porto Itapoá, cujo ressarcimento pelo terminal público ocorrerá em até uma década.
Modernização e aportes anuais
O planejamento estratégico contemplou diferentes frentes a cada ano. Em 2023, foram injetados R$ 25 milhões priorizando a infraestrutura básica, como a abertura de um novo portal de acesso. No ano seguinte, o foco mudou para a segurança da navegação e tecnologia da informação, recebendo R$ 45 milhões. Já em 2025, a administração destinou R$ 71 milhões para atualizar os equipamentos voltados à exportação. Além disso, o terminal conduz a duplicação de 1,4 quilômetro da rodovia federal de acesso, obra orçada em R$ 8,3 milhões.
Crescimento e impacto econômico
Como resultado do ciclo de investimentos, o terminal registrou um crescimento expressivo de 40% no volume de cargas transacionadas entre 2023 e 2025. “As ações representam um avanço na infraestrutura e na capacidade operacional do Porto de São Francisco. Estamos ampliando e modernizando a infraestrutura terrestre e aquaviária, investindo em equipamentos, segurança e tecnologia, além de melhorar os acessos. Estas iniciativas criam condições para atender à expansão da atividade portuária, às demandas logísticas de Santa Catarina e ao crescimento das operações nos próximos anos”, afirmou ele.
O complexo catarinense se destaca nacionalmente por concentrar 50% de todo o aço importado pelo país e 80% da soja exportada pelo estado, acumulando recordes consecutivos de movimentação e reconhecimentos de excelência em gestão.








