A sessão da Câmara de Vereadores de Joinville realizada na última quarta-feira (4) foi marcada por intensas cobranças em setores fundamentais como educação, saúde, infraestrutura e segurança pública. Entre os principais tópicos debatidos na tribuna estiveram a paralisação na construção de centros de educação infantil e relatos de problemas no atendimento prestado em unidades básicas de saúde da cidade.
Educação e comunidades tradicionais
A discussão sobre o ensino municipal abriu espaço para pautas sociais importantes. A vereadora Vanessa da Rosa (PT) utilizou seu tempo de fala para pedir a revisão na transferência do diretor da Escola Municipal Alfonso Fiedler, instituição que atende a comunidade remanescente de Quilombo Ribeirão do Cubatão. A parlamentar leu uma carta escrita pelos próprios estudantes, que demonstraram tristeza com a saída repentina do gestor, e reforçou a necessidade de respeito e diálogo direto com os moradores locais.
Crise nas obras de creches e impacto no déficit de vagas
No setor de infraestrutura escolar, a situação das obras de sete CEIs gerou forte debate entre os parlamentares. O vereador Neto Petters (Novo) direcionou críticas à empreiteira Embracol/Oracon, afirmando que a prática de reduzir excessivamente os preços em licitações gerou problemas financeiros, escassez de trabalhadores e atrasos salariais, totalizando dezenas de notificações administrativas. Petters sugeriu a rescisão imediata dos contratos e a divisão das licitações por semestre para otimizar o acompanhamento.
Complementando o tema, o vereador Dr. Cassiano Ucker (PL) enfatizou o impacto social da interrupção dos trabalhos, que agrava a falta de vagas e prejudica pais que dependem da rede municipal. Diante de contratos já suspensos ou em processo de rompimento, Ucker cobrou prioridade do Executivo para finalizar as unidades que já ultrapassaram 70% de execução.
Cobranças e denúncias na saúde municipal
O atendimento na rede básica também entrou na pauta dos legisladores. O vereador Pastor Ascendino Batista (PSD) relatou problemas de gestão na UBS Parque Joinville, afirmando ter constatado falhas após tentar contato telefônico sem sucesso. O parlamentar ainda apontou a ocultação de canais de atendimento e a existência de filas prolongadas, solicitando uma auditoria urgente por parte da Secretaria da Saúde.
A preocupação com a demora nos atendimentos foi compartilhada pelo vereador Adilson Girardi (MDB), que alertou sobre a situação crítica na fila de espera para consultas especializadas em endocrinologia.
Organização rural, causa animal e segurança pública
Além dos serviços essenciais, a sessão abordou a necessidade de padronização na numeração de propriedades rurais devido à chegada dos CEPs individuais, facilitando a atuação de serviços de emergência e entregas comerciais. No âmbito do bem-estar animal, a vereadora Tânia Larson (União Brasil) chamou atenção para o elevado índice de faltas em castrações gratuitas, o que mantém a estrutura ociosa e gera prejuízos ao município.
Por fim, os debates sobre segurança pública contaram com a participação de Wilian Tonezi (PL) e Liliane da Frada (Podemos). Tonezi abordou temas legislativos e criticou diretrizes federais, enquanto Liliane alertou sobre as consequências legais para cidadãos que realizam falsas denúncias, prática que mobiliza desnecessariamente equipes de socorro e prejudica o atendimento a ocorrências reais.








