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Doença de Newcastle: 1,6 mil sítios vistoriados em SC

Operação sanitária busca conter vírus letal para aves após confirmação de foco em produção comercial de perus no Oeste catarinense.

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Doença de Newcastle: operação fará visitas a 1,6 mil propriedades em áreas perto de foco confirmado

Uma força-tarefa da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) vai inspecionar aproximadamente 1.600 propriedades rurais situadas nas proximidades do foco da doença de Newcastle, identificado no Oeste catarinense.

Ações de vigilância e coleta de amostras Durante a operação de fiscalização sanitária, cerca de 130 sítios e fazendas poderão passar por coleta de sangue em aves para exames laboratoriais, seguindo rigorosos protocolos de controle para impedir a propagação do patógeno.

O vírus foi detectado em uma produção comercial de perus situada no município de Nova Itaberaba. Surpreendentemente, os animais alojados no local não apresentaram sintomas clínicos da infecção.

Perigos do vírus para animais e pessoas Trata-se de uma patologia de origem viral que afeta tanto espécimes silvestres quanto aves de criação, possuindo potencial letal para a avicultura. Já nos seres humanos, o risco é mínimo, manifestando-se apenas como uma conjuntivite passageira com duração aproximada de sete dias. O contágio acontece estritamente por meio de contato físico, e não pelo ato de se alimentar dos produtos avícolas.

Os técnicos operam na zona afetada e em um raio de 10 quilômetros ao redor do epicentro, aplicando barreiras sanitárias para salvaguardar a economia e a produção de carne no estado.

Interdição e abate na propriedade O estabelecimento onde a infecção foi registrada continua isolado, com entrada permitida unicamente a agentes oficiais da Cidasc e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O cronograma técnico prevê o abate sanitário do plantel, a eliminação segura de insumos e apetrechos que interagiram com as aves, além da higienização e desinfecção completa da área.

As autoridades sanitárias ressaltam que o consumo de carne aviária e ovos com chancela oficial segue totalmente inofensivo à saúde pública. Os consumidores podem verificar a segurança dos itens por meio dos carimbos do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), Estadual (SIE) ou Federal (SIF).

Impactos no comércio exterior Como consequência da confirmação do foco, nações estrangeiras impuseram embargos temporários. O Chile paralisou as compras exclusivas do mercado catarinense. A China travou as negociações de 14 plantas frigoríficas locais, somando 61 unidades bloqueadas em todo o território nacional. Por fim, o México vetou a entrada da carne de frango originária do Brasil inteiro.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comunicou que no momento é inviável mensurar os reflexos econômicos dessas paralisações nas vendas externas de Santa Catarina.

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